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Sexta-Feira, 16 de Maio 2008 - 8h54Por Euclides Oliveira
A Transerp vai rever o esquema de fiscalização do excesso de velocidade em 21 ruas e avenidas de Ribeirão Preto para flagrar motoristas infratores. Pelos próximos dois meses, a autarquia da prefeitura terá apenas um radar móvel. Esse é o prazo necessário para que a Transerp termine a licitação para a compra e instalação de um radar fixo na avenida Maurílio Biagi, para atender a Promotoria de Justiça.
No cruzamento da Maurílio Biagi com a avenida Presidente Kennedy, nas proximidades do Novo Shopping, a Transerp colocou um dos dois radares móveis que já possuía, em caráter provisório.
Segundo o superintendente da Transerp, coronel Antonio Carlos Muniz, um veículo já foi flagrado trafegando a 166 quilômetros por hora no trecho, onde o limite é de 70km/h.
Mais acidentes
Muniz disse estar preocupado com a possibilidade e do aumento do número de acidentes graves e com vítimas nas avenidas Costábile Romano, Independência, Mogiana e Maria de Jesus Condeixa, que estão no topo da lista das mais perigosas de Ribeirão.
“Esse único radar vai monitorar apenas duas avenidas por dia, uma de manhã e outra à tarde. Lutamos por um trânsito sem vítimas e sem acidentes, mas as pessoas vão abusar mais da velocidade. Não questiono a decisão do promotor (Sebastião Sérgio da Silveira), mas estamos preocupados com a integridade física das pessoas”, diz.
Multas totalizaram R$ 1 mi no ano passado
Os dois radares da Transerp renderam R$ 1 milhão à autarquia em 2007. Os equipamentos responderam por 20% das 113 mil multas aplicadas em Ribeirão Preto no ano passado. O percentual é o mesmo das infrações por falta de cinto de segurança e uso do celular ao volante, que são as “campeãs” desse ranking.
Estacionamento em locais proibidos e avanço no sinal vermelho completam o rol dos cinco principais motivos de infração no município. No total, as penalidades aplicadas por agentes de trânsito e radares móveis renderam à Transerp R$ 10,8 milhões, em 2007. O valor foi 30,70% superior aos R$ 8,26 milhões levantados em 2006.
Apesar do crescimento no faturamento de multas, o coronel Muniz afirma que a fiscalização em Ribeirão é mais branda que na capital paulista. “Em São Paulo, 4% dos carros já foram multados. Aqui, esse índice varia de 1% a 1,5%”, comparou o superintendente.