Jornal A CIDADE

Menalton Braff

Sexta-Feira, 23 de Novembro 2007 - 23h47

Dos estereótipos


Já comentei, nesta mesma semana, que uma das formas de compreendermos o mundo é por intermédio de estereótipos. E isso não é invenção minha, chute de curioso. É assunto que se encontra em dissertações de especialistas. Pois hoje preciso voltar a outro caso de estereotipia.
Tenho tido problemas com o som atordoante e a algazarra de uma chácara vizinha, que, funcionando, expulsa-me de minha casa. Ainda não estou treinado para viver no inferno. Não descanso, não durmo, não trabalho. Ler é simplesmente impossível.
Relutei muito antes de procurar as vias legais que me resolvessem o problema, porque o primeiro passo seria registrar Boletins de Ocorrência na Delegacia de Polícia. A literatura, a televisão, o cinema estão cheios de cenas de Delegacia. O policial é um sujeito truculento, mal educado, cospe no chão, grita com o acusado mas também com a vítima. Enfim, depois de formada a imagem do policial, só mesmo como último recurso recorrer-se a eles. Foi o que me aconteceu.
Registrei o primeiro BO com certo receio de que ficaria detido em alguma sala escura e fechada com grades. Registrei o segundo e hoje já ando pelo vigésimo ou trigésimo, nem sei mais.
Aos poucos fui perdendo o medo das salas escuras que existiam na minha cabeça e que nunca vi na Delegacia. Pode até ser que existam, mas como busco meus direitos, não há por que temer.
Há, na Delegacia de Serrana, dois escrivães principalmente de cujos nomes me lembro, e cujo tratamento é cabal desmentido da imagem de truculência.
Andréa de M. Teixeira e Ricardo Damas Cecílio são duas pessoas atenciosas e extremamente gentis.

  • Imprimir
  • Enviar

É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso sem autorização escrita da Empresa Jornalistica Orestes Lopes de Camargo S\A
ARZ