Vicente Golfeto
Quarta-Feira, 2 de Janeiro 2008 - 22h18 O Cristianismo já foi exportado. A Igreja Católica, através de jesuítas, de franciscanos, de dominicanos – principalmente – com espírito missionário, já levou a pontos distantes a doutrina de Jesus Cristo.
As Cruzadas foram o auge desta luta que teve em São Bernardo seu patrono. E no papa Urbano II o seu mais ferrenho defensor. Ele dizia claramente que “não é homicida quem mata excomungado”.
E o teólogo Menegoldo de Lauterich era ainda mais enfático quando afirmava que “aqueles que matam pagãos não se mancham com nenhuma culpa e merecem ser louvados como mártires.”
Daí se conclui que os combatentes islâmicos de hoje, chamados de fundamentalistas, são movidos por um espírito muito semelhante ao que, em diversos casos, animou, no passado, os cristãos.
O Islão tem hoje ao redor de 1.600 anos. Pois bem, quando o Cristianismo tinha mais ou menos esta idade, a fogueira era o local em que se “queimava o corpo para salvar o espírito”. Mais ou menos o oposto do que se faz nos dias de hoje: queima-se o espírito para se salvar o corpo.
Osama Bin Laden deixa claro o seguinte: “há duas maneiras de pôr fim ao conflito no Iraque. Uma é aumentarmos a luta e a matança (contra os americanos). É nossa obrigação. A outra solução pode partir dos americanos: convido-os a abraçar o islamismo”.
Da mesma maneira que na Bíblia nós lemos que Jesus Cristo nos mandou amar uns aos outros, no Alcorão Sagrado diz-se textualmente: “combatei pela causa de Deus aqueles que vos combatem. Porém, não pratiqueis agressão porque Deus não estima os agressores.”
As intenções dos fundadores das religiões, não raro, são deturpadas pelos seguidores.
Em todos os tempos. Como toda História é contemporânea, segue-se que precisamos analisar os fatos históricos inseridos no seu tempo próprio.
E sabemos que não é tarefa fácil.