Júlio Chiavenato
Quinta-Feira, 3 de Janeiro 2008 - 22h58 Uma rápida olhada nas primeiras páginas dos jornais de ontem dá para ver que em 2008 tudo será diferente. Tão diferente que “Imposto sobe para compensar CPMF”, segundo a Folha, enquanto A Cidade noticia que um cidadão de Ribeirão Preto “festeja 1º dia sem CPMF”.
Pela estatística estamos empatados: se um imposto vai, outro vem. Imposto no Brasil é como corrupção política: uma mal acaba e outra toma o lugar.
Como este ano já é tão diferente, todos se preparam para pagar o IPVA, o IPTU e o que vem no rastro. A foto de um buraco está na primeira página de A Tribuna: ninguém pode reclamar, se a Prefeitura não os tampa, a Transerp coloca cavaletes nos mais bitelos, para que os fuscas não caiam dentro. Isso é que é eficiência, mas jornalista nunca vê o lado positivo das coisas.
Tão diferente este ano que o dólar começou caindo, acompanhado pela queda da Bolsa, mas o petróleo e o ouro tiveram altas recordes. Um espanto! Outro espanto é que no Carnaval faltará água no litoral, uma novidade tão grande como os congestionamentos nas rodovias que levam os paulistanos às praias.
Na política tudo será diferente. Neste 2008 o governo Lula inovará: como é ano eleitoral distribuirá mais Bolsa Família. Alvissareiro é o fortalecimento da democracia brasileira, particularmente em Ribeirão Preto. Ansiosos, aguardamos o aumento do número de vereadores. Se tivermos mais cinco defensores do povo, eles não caberão no prédio da Câmara e será preciso construir um “anexo” para eles. E mais empregos para os amigos e parentes, o que fortalecerá a economia.
Um ano tão diferente que a primeira menina nascida em 2008 em Ribeirão Preto ganhou o nome que é a nossa cara: Laysha Layane.