Opinião
Quinta-Feira, 3 de Janeiro 2008 - 22h59 O aumento significativo do índice que mede a infestação do mosquito aedes aegypti- transmissor da dengue e da febre amarela- é motivo de preocupação.
Em primeiro lugar, porque acontece na zona Norte de Ribeirão Preto, região extremamente populosa. Em segundo lugar, porque já tivemos várias epidemias da doença endêmica- que pode trazer novos casos provocados por outros tipos de vírus. Isso pode significar ocorrência significativa do tipo que mais preocupa a todos, a dengue hemorrágica.
Parece brincadeira insistir nos tópicos básicos de limpeza. Já se fala há anos no perigo da contaminação e nas conseqüências graves que pode trazer para os moradores e para a rede hospitalar- insuficiente para atender a uma epidemia grave que exija internação.
Mas sempre é bom insistir: limpeza de quintais, retirada de entulhos de terrenos baldios, e uma ação rigorosa das prefeituras- não só a de Ribeirão Preto, mas de toda a região.
Nesses casos, sempre convém “mexer no bolso” para os relapsos renitentes, que continuam a deixar lixo e pneus ao relento. Dengue é doença de país tropical e pobre, que peca por falta de saneamento. Cabe a nós fazer a nossa parte.