Jornal A CIDADE

Igor Ramos

Sexta-Feira, 4 de Janeiro 2008 - 22h36

De olho na Área


Roger

O caso Roger é mais um daqueles inexplicáveis no futebol. O jogador continua encostado pois ninguém se dispõe a pagar seu alto salário (cerca de R$ 140 mil). Roger se mantém indiferente às críticas e ao desdém dos clubes em relação ao seu futebol. Chega a dar a impressão que o futebol é um hobby para ele, e não uma profissão. Parece preferir aparecer nas páginas das revistas Caras, Contigo, Tititi a aparecer nas páginas da Placar, Lance A+, Invicto e outras esportivas.

Roger II

Não é só o salário que o distancia dos clubes. Sua indisposição aos treinamentos e a fama de chinelinho também o perseguem com muita veracidade. É intrigante ver a forma como o jogador reage (ou não reage) a tudo isto. Ninguém tem notícia que Roger se disporia a reduzir salário e se encaixar na realidade dos clubes. Ao contrário disto, é capaz de pedir aumento como fez no Flamengo. Mesmo sem jogar está recebendo. Talvez por isto não esteja preocupado.
Assim como surgiu a Lei Pelé - tão combatida pelos clubes - poderia surgir alguma lei semelhante que protegesse os clubes de funcionários improdutivos. O problema é que não foram apenas os jogadores que criaram este quadro e inflacionaram o mercado. Os próprios cartolas são responsáveis por esta estagnação. Cabeças de bagre e “craques chinelinhos” ganham fortunas e quando os clubes se dão conta, não conseguem se livrar deles pois o mercado não absorve. Dá para acreditar que Héverton (ex-Ponte) ganha R$ 50 mil no Corinthians? Jean, o goleiro encostado, perto dos R$ 60 mil? Não é por acaso que muitos clubes estão quase falidos.

Esporte e suas discrepâncias

A Secretaria Municipal de Esportes - SME - de Ribeirão Preto tem verba anual de R$ 900 mil.
Comparando com São Caetano, temos a impressão de morar em um vilarejo. Na cidade do ABC a verba para o esporte é de aproximadamente R$ 1 milhão por mês. Para “compensar” por aqui temos o Bolsa-Atleta (verba municipal) que é a fortuna de R$ 300 mil por ano. Valores que são repassados para atletas de 23 modalidade e 43 equipes (masculino e feminino).
Isto explica o porquê de o esporte ser tão desvalorizado em nossa cidade. Apesar disto, os talentos continuam surgindo, e como já virou rotina, deixam Ribeirão ainda no ninho.

À boca-pequena

Corre por aí, a informação de que o empresário Oliveira Júnior assumirá integralmente o Comercial em 2009. O trabalho deste ano é apenas um embrião para o seu planejamento. Veremos.

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