Vicente Golfeto
Sexta-Feira, 4 de Janeiro 2008 - 23h2 Os munícipes já estão começando a pensar nas eleições deste ano quando serão renovadas as edilidades e será, também, escolhido o prefeito da cidade. Que pode – em alguns casos – ser reeleito.
Ninguém escuta ou leva a sério quem está acima da acústica de seu tempo. E este é o grande problema das eleições. De todas as eleições e em todos os tempos e locais. Quem fala no presente com os olhos postos no futuro fala o que a esmagadora maioria não entende, não alcança. E fica superado por quem fala do presente, ainda que trate de lugares comuns.
Henrick Ibsen diz que “as minorias sempre têm razão”, levando sua fala para as urnas e não para grupos sociais que constituem pequenas frações. Mas não é apenas na vocalização dos anseios sociais que as minorias – não raro – têm razão. As minorias, que conseguem captar as mensagens dos líderes e sufragam seus nomes, muitas vezes decodificam as mensagens dos candidatos que podem sacrificar o presente para construção do futuro. Contrariamente aos demagogos e oportunistas, que sacrificam o futuro e as gerações que virão para se ter um presente um pouco menos difícil.
É hora de muita reflexão.O Brasil vive um momento decisivo de sua História. Vivemos a transição de uma economia assentada num capitalismo de Estado para uma economia que se caracteriza por um capitalismo de mercado. O poder sai do aparato estatal e vem para o eleitor, o consumidor e o contribuinte, os três vértices que formam o triângulo do cidadão.“É preciso que ele cresça e eu diminua”, disse João Batista ao ver o Messias. Pois bem, a começar do poder local, é preciso que se escolha um governante que tenha a capacidade de se sacrificar em beneficio da cidade. É preciso que a sociedade cresça e o setor estatal diminua.