Opinião
Sexta-Feira, 4 de Janeiro 2008 - 23h3 Ribeirão Preto é a cidade dos serviços e do comércio. Não há nisso novidade alguma. Agora pode ostentar, também, o título de capital regional das megaliquidações. Grandes redes, grandes queimas de estoque, no melhor estilo norte-americano, disputam um público que aposta na poupança para comprar à vista por um preço até 90% menor.
A perdurar a estratégia, tudo indica que o Natal poderá passar a ser comemorado em janeiro. Em 25 de dezembro dão-se os vales-presente. Mas a compra só se efetua em janeiro, com entrega prevista, quem sabe, para o Dia de Reis.
Na região, outro artigo está em liquidação. É a vida humana, banalizada até as últimas conseqüências. Aumentam os casos de crimes passionais em cidades pequenas, outrora tidas como pacatas.
Não são só crimes de morte. Nos últimos meses, crimes contra as crianças. Crimes contra o patrimônio. E entre os químico-dependentes, há quem liquide a própria vida, sem poder se livrar do círculo vicioso provocado pelas drogas.
É hora de repensar valores e ajustar rotas. Como alçar a vida humana a artigo de primeira necessidade, sem possibilidade de queima de estoque? Que se manifestem os responsáveis.