Jornal A CIDADE

Dos Leitores

Sexta-Feira, 4 de Janeiro 2008 - 23h10

Dos Leitores


Há 100 anos

Nas duas últimas edições, noto que os destaques de 100 anos atrás “sumiram”. Coisas de 50 anos ainda estão quentes na memória de muita gente. Conclamo o retorno das coisas centenárias junto com as cinqüentenárias.

Nilton Manoel
Trovador

Nota da Redação:

Não temos o ano de 1908 em coleção, porque o jornal A Cidade foi “empastelado” na Revolução de 1930 e a maior parte dos exemplares foi queimada. Porém, a partir de terça-feira, voltaremos a publicar notícias mais antigas na seção.


Façamos nossa parte

Mais um ano se inicia. Novos planos surgem e promessas são feitas. Para ver realizados os nossos desejos são necessários fazer a parte que nos cabe. Aproveitando o misticismo que envolve a passagem do ano, as pessoas, envoltas neste clima de “agora vai”, acreditam que cumprindo certas tradições, como o uso de determinada cor ou ingerindo certo alimento, estão fadadas a ter um ano repleto de realizações positivas.
Mas, desejar somente não basta. Precisamos de muito mais.
É necessário empregarmos todos os nossos esforços para obtermos pequenas vitórias. Um dos grandes problemas para que o ano seja bom, segundo a nossa ótica, é que nem sempre fazemos a nossa parte. Está aí o grande problema. Falamos muito da necessidade de mudanças, mas nós mesmos não mudamos o nosso comportamento, as nossas atitudes, a forma de analisar os problemas de uma sociedade. Queremos que os outros mudem enquanto que permanecemos do mesmo jeito. Quando as dificuldades aparecerem, e elas vão aparecer, sejamos fortes o suficiente para analisar o que causou o problema e procuremos combate-lo com atitudes e ações não com bravatas e desânimos. O ano será bom se fizermos dele um bom ano. Que sejamos mais tolerantes, otimistas, agradáveis e cordiais. Difícil? Ora, o que nessa vida é fácil. Façamos então a nossa parte.

Jorge Jossi Wagner
Historiador

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