Opinião
Segunda-Feira, 7 de Janeiro 2008 - 22h39 O governo do Estado enfim acena com um sinal palpável: o aeroporto internacional de Ribeirão Preto está entre suas prioridades para 2008.
Não era sem tempo. O longo e incômodo silêncio que se seguiu ao desastre com o avião da TAM, em 17 de julho do ano passado, em Congonhas, paralisou por mais de seis meses qualquer vislumbre de decisão no caso.
É de se esperar que agora se retome a questão com vontade política, para que uma solução seja, enfim, encaminhada. A comunidade toda espera por isso: ainda no domingo, este jornal publicou uma reportagem em que ficou muito claro que todos desejam um aeroporto à altura do desenvolvimento da região de que Ribeirão Preto é o pólo. Os números, por si só, são eloqüentes: temos o maior número de passageiros e de cargas do Interior do Estado, muito à frente, por exemplo, de Bauru, outra forte candidata a pleitear um aeroporto internacional.
Mas este não é o único desafio de vulto que enfrentaremos em 2008: temos ainda que resolver o problema das enchentes e a questão do Plano Diretor – outro quesito que exige todas as atenções das autoridades e da comunidade.
E uma outra questão pontual: com a nova pactuação da Saúde - que faz com que RP volte a atender a região, desta vez com nove cidades-, pode ser que tenhamos pela frente um novo gargalo, com a falta de leitos.
Já sabemos da possibilidade. Temos que tratar agora da administração da regulação, para evitar que isso aconteça. Prevenir sempre foi melhor que remediar. Já no caso do Aeroporto Leite Lopes, é preciso uma vigorosa e corajosa atitude de priorizar metas para atingir esta, que se afigura mais que natural, justa: dar enfim, a RP, o seu aeroporto internacional.