Dos Leitores
Segunda-Feira, 7 de Janeiro 2008 - 22h40 Pizza e ‘mussarela’
Impressionante a reação de um grande número de pessoas quando se depara com o diferente. Algumas certezas beiram ao totalitarismo. Refiro-me a reação de alguns leitores frente à grafia da palavra muçarela. Estranhar é uma coisa. Condenar é outra. O jornal mostrou-se cidadão esclarecendo àqueles que ignoravam. Felizmente essa história não acabou em píteça. Parabéns!
Marcelo Botosso
Historiador
marcelo_botosso@yahoo.com.br
Impostura na igualdade
O laudo concluiu: a criança do orfanato é filho (quiçá fruto de estupro, ou estado decorrente de síndrome de Estocolmo) da refém Consuelo González. Perícia de expertos colombianos. Inconformado, em face das conseqüências da criança ser encontrada num asilo público colombiano, o tirano venezuelano contestou a validade desse laudo e “exige” que uma nova perícia seja feita por conterrâneos seus. Digamos que, quanto ao fato, trata-se do jus sperneandi do tirano. Pois bem: as Farc resolveram contar a verdade e admitiram que a criança não estava em seu poder. Tentaram “resgatá-la” do asilo; sem êxito porém. Juntando essas e outras informações, reforça-se a conclusão: o tirano venezuelano no mínimo pagou mais um mico. E a criança está a salvo. Não obstante o êxito da libertação da criança, consumada de uma forma tranqüila e sem incidentes, os arautos da Agência Bolivariana de Imprensa(!) acusam o governo colombiano de “seqüestrar” a criança no momento em que estava prestes a ser libertada(!) e que, com essa ação, visou ”sabotar” a libertação dos reféns prometidos(!). Esse discurso vai de encontro aos direitos humanos mais elementares e guarda muita semelhança com os do tirano venezuelano, inclusive suas manifestações sobre as negociações recíprocas. É, enfim, o insulto da impostura daqueles que são e se revelam ser iguais. A guerrilha, diz-se, ainda tem cerca de 750 reféns. E quantos terá o tirano venezuelano?
Pedro Luís de Campos Vergueiro
Advogado e procurador do estado aposentado
pedrover@matrix.com.br