Economia
Segunda-Feira, 7 de Janeiro 2008 - 23h6
OFERTA Ribeirão Preto possui mais de 100 postos de serviços em funcionamento, segundo o Sincopetro
O preço do álcool vem recuando nas usinas de São Paulo. Na primeira semana do ano, atingiu, em plena entressafra, os valores nominais mais baixos no período desde 2004. Mas a queda não deverá ser sentida pelos consumidores.
Segundo os indicadores do Cepea, da Esalq-USP, o álcool anidro registrou queda de 0,93% na primeira semana do ano, em relação à semana anterior. Com isso, o preço médio ficou em R$ 0,82621. Já o hidratado recuou 0,53% o litro a R$ 0,73306.
Para o diretor regional da Unica, Sérgio Prado, a queda reflete processo natural de acomodação do mercado. “Em outubro, houve explosão de consumo, com recorde de 1,5 bilhão de litros no país, o que puxou os preços e deve ter levado as distribuidoras a antecipar as compras por conta da proximidade da entressafra”.
Ele afirma que o setor tem um patamar de consumo regulado pelo carro flex, que hoje representa mais de 80% da frota. “O produto não pode deixar de ser competitivo, senão o consumidor troca de combustível”.
Foi justamente essa possibilidade de optar por um ou outro combustível que levou a comerciante Sônia Maria Siufi a comprar um carro total flex. “Subiu o preço a gente troca de combustível. O importante é pagar mais barato”, diz.
Sincopetro diz depender das distribuidoras
Apesar da redução do preço nas usinas, o consumidor não deverá sentir no bolso a queda nas usinas. “Não terá reflexo no preço da bomba. Dependemos do repasse no preço das distribuidoras, que represam essa queda”, afirma o presidente do Sincopetro de Ribeirão Preto, Renê Abbad.
De acordo com Abbad, nos últimos dez dias as distribuidoras aumentaram em R$ 0,02 o litro do álcool. “Só não subimos, porque janeiro é mês de baixo consumo”.
O litro do álcool em Ribeirão Preto está entre R$ 1,29 a R$ 1,399. Já o da gasolina varia de R$ 2,399 a R$ 2,599. “Tem alguém ganhando mais nessa conta, porque cai na usina e na bomba não”, comenta o médico Gustavo Teixeira.
“É um absurdo eles não repassarem para o consumidor. Estamos na região produtora, e em São Paulo o litro é mais barato”, diz o gerente administrativo Paulo Nascimento.