Economia
Segunda-Feira, 7 de Janeiro 2008 - 23h6 A Santelisa Vale S/A vai participar do leilão de compra de energia elétrica produzida pelo bagaço da cana-de-açúcar, que deverá ser realizada pelo governo federal em maio próximo. A participação foi confirmada por Sebastião Henrique Gomes, diretor administrativo da companhia, que ontem divulgou a entrada da BNDESPar, que passa a deter ações da holding juntamente com as famílias Biagi, Junqueira, Banco Goldman Sachs e demais acionistas.
Empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a BNDESPar investirá R$ 150 milhões na Santaelisa Vale.
“O aporte permitirá também ampliar a capacidade de cogeração na Santa Elisa e na Vale do Rosário, e dotar outras três das seis unidades com capacidade de vender excedentes de energia”, disse Gomes, lembrando que o leilão é de interesse duplo. Ou seja: interessa ao governo, que precisa aumentar a oferta de eletricidade, mas também deve interessar às cogeradoras, em relação ao preço a ser pago.
Abertura
O diretor da Santaelisa informou que a entrada da BNDESPar é mais um passo no processo de abertura de capital da companhia. “Esse processo vem desde a fusão entre a Santa Elisa e a Vale, no ano passado”, disse, sem mencionar uma data para o lançamento de ações na Bovespa.
Ainda segundo Gomes, o plano de investimentos da Santaelisa Vale contempla o aumento, até 2011, do atual potencial de moagem de 19 milhões de toneladas para 35 milhões de toneladas de cana, incluindo o processamento das cinco unidades em operação no estado de São Paulo, além das quatro unidades da CNAA, da Tropical Bioenergia e da Santa Vitória, todas em fase de implantação nos estados de Minas Gerais e Goiás.
No caso da cana nova, Gomes explicou que nas unidades em instalação o perfil deverá contemplar mais produção própria. Já em relação às cinco unidades paulistas, a ampliação da oferta da matéria-prima deverá seguir o atual modelo, de 55% nas mãos da companhia.