Jornal A CIDADE

Economia

Quarta-Feira, 9 de Janeiro 2008 - 22h54

CPFL suspende venda de energia mais barata

Hélio Pellissari
F.L.PITON CPFL suspende venda de energia mais barata DESACELERAÇÃO Linha de produção da Polipet, em Sertãozinho: prejuízo de R$ 500 mil

A partir de segunda-feira a CPFL vai suspender a venda de energia elétrica a preços especiais para as indústrias em horário de pico. O fim dos contratos pode encarecer os custos de produção e gerar desemprego.
A medida, segundo a assessoria de impresa da CPFL, foi tomada por falta de disponibilidade de energia para esta comercialização.
As empresas pagam, por estes contratos, R$ 0,35 por quilowatts/hora. Agora, passarão a pagar mais que o dobro: R$ 0,80 por quilowatts/hora.
A decisão foi considerada precipitada pelo diretor regional de Ribeirão Preto do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Eduardo Amorim. “Deveríamos ter sido comunicados sobre esta decisão”, disse.

200 indústrias
Na região de Ribeirão Preto, segundo o Ciesp, mais de 200 indústrias, grandes consumidoras, deixarão de receber a energia a preço especial no horário entre as 19h e 21h.
Os preços pagos pelas empresas nestes contratos chegavam a menos da metade do valor normal de comercialização.
A CPFL informou que todos os contratos da empresa na área de cobertura foram suspensos. Ela não quis informar o número de usuários que serão atingidos pela medida.
Para as empresas, o fim dos contratos vai gerar aumento de custos e até demissões.
Segundo o empresário Antonio Carlos Cavalaro, diretor da Polipet, em Sertãozinho, indústria que produz embalagens plásticas, a medida deverá levar a empresa a demitir pelo menos 20 funcionários. “Eu vou suspender um turno de produção. A medida dever gerar um prejuízo de cerca de R$ 500 mil por mês”, explicou o empresário.
Cavalaro disse que ela não possui geradores suficientes para manter a empresa funcionando neste período.
A Riberball, empresa de balões de festa em Ribeirão Preto, também teve seu contrato suspenso pela CPFL. “Eu renovei o contrato no final de dezembro e fui comunicado no começo de janeiro que ele seria suspenso”, explicou Dorival Balbino diretor da empresa.
A Riberball passará a funcionar com geradores para não ser obrigada a suspender a produção neste horário. “Meu custo vai subir 30%”, disse.

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