Opinião
Quarta-Feira, 9 de Janeiro 2008 - 23h2 Mais de cem mil pessoas estão sem cobertura vacinal contra a febre amarela em Ribeirão Preto. A doença já deveria estar erradicada de vez da preocupação das autoridades sanitárias. Mas não está. Agora, resta que a população tome o devido cuidado.
Vivemos em um país tropical, precariamente tropical. Temos o pulmão do mundo- também sob constante ameaça.
Temos artistas como Candido Portinari, compositores como Villa-Lobos e Tom Jobim; inventores como Santos Dumont; cientistas como César Lattes, Oswaldo Cruz, Carlos Chagas.
Somos um povo cordial e inteligente. Porém, carregamos a triste herança de colônia escravagista. Não conseguimos resolver nossos problemas sociais e endêmicos mais graves.
Precisamos saber usar nosso potencial humano, artístico, cultural e natural para vencer desafios imensos, como esses, da dengue e da febre amarela, permeados sempre por situações sociais adversas. Se um macaco, no mato, é contaminado pela picada do mosquito infectado, já temos que nos preocupar. Já é sinal amarelo. Mas a partir do momento em que pessoas começam a morrer nas cidades, aí é sinal vermelho. Alerta geral.
Quando deixarmos de fazer política, com pê minúsculo, para começar a fazer administração pública com A maiúsculo, ganharemos força e coesão para combater a miséria- sabidamente a maior geradora de doenças. A grande diferença agora, entre a dengue e a febre amarela, é que, para a segunda, felizmente, existe vacina. Que todos sejam responsáveis, portanto, e se imunizem.