Vicente Golfeto
Quinta-Feira, 10 de Janeiro 2008 - 23h6 Na Bíblia nós lemos que, no fim dos tempos, “haverá um só rebanho e um só pastor”. Esta realidade – que nos aparece como profecia – deverá ser antecedida por outra, situada no âmbito da Economia. Haverá também um só mercado e apenas um governo. Estaremos diante da unificação plena do mundo, quando – então – todos seremos cidadãos da Terra.
Parece que a realidade será concretizada por partes. Primeiro, os países se constituirão em blocos. A Europa – que teve seu start de unificação depois da unificação da Alemanha – deu o primeiro passo. Que está sendo seguido pelo Nafta, pelo Mercosul. Fiquemos com este bloco.
O Brasil sempre teve pretensões imperiais. Ele as herdou de Portugal que constituiu um império do qual o Brasil foi o território de maiores dimensões. A prova provada que sempre tivemos pretensões imperiais é: 1- o fato de termos tido imperador; 2- a expansão histórica de seu território, inicialmente delimitado pelo meridiano das Tordesilhas. Qualquer estudante de segundo grau que tenha visto um mapa que representasse o território do Brasil no tempo de seu descobrimento, conclui que nossa expansão ocorreu às custas dos países da América espanhola.
O jornal O Estado de São Paulo, de 15/09, informa que “empresas brasileiras investem US$ 7 bilhões na Argentina”.
É a seqüência do que os latino americanos chamam de imperialismo brasileiro. Primeiro, como fizeram todos os impérios – o russo, o norte-americano, o inglês, o francês – aumentaram o território.
Depois, expandiram – com os vasos de guerra do mercado – as empresas. A mesma notícia informa que “as empresas argentinas, no mesmo período, não chegaram a fazer 10% deste total em investimentos no Brasil”. Para os argentinos, o risco da assimetria é evidente. Camargo Correa, Friboi, Ambev, Petrobrás e Coteminas são as empresas brasileiras que mais compraram empresas argentinas. Só uma estatal, como se vê.