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Quinta-Feira, 10 de Janeiro 2008 - 23h25

Indústrias da região vão à Justiça contra a CPFL

F.L.PITON Indústrias da região vão à Justiça contra a CPFL SEM ENERGIA Linha de produção em Sertãozinho: faltam geradores

O Ceise-br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroalcooleiro e Energético) – entidade que congrega 480 indústrias da região de Ribeirão Preto – vai à Justiça tentar suspender a decisão da CPFL de cancelar todos os contratos de fornecimento de energia mais barata para indústrias em horários de pico.
Com a medida da CPFL, mais de 200 empresas da região passarão a pagar mais que o dobro pela energia no horário entre 19 e 21 hs. Os valores passam de R$ 0,35 o quilowatt/hora para R$ 0,80 o quilowatt/hora.
O presidente do Ceise-br, Mário Garrefa, diz que a entidade vai questionar judicialmente a CPFL, porque considera que as empresas não terão tempo hábil para se adaptar à mudança.
“Nem todas as empresas possuem geradores suficientes para atender a capacidade de produção”, afirmou.
Para o presidente do Ceise-br, as declarações feitas pelo ministro interino das Minas e Energia, Nelson Hubner, de que não existe risco de falta de energia neste ano, é um argumento mais do que suficiente para que a CPFL reveja a sua decisão.
Garrefa explicou que a entidade vai também negociar prorrogação deste prazo. “O ideal seria que tivéssemos prazo de pelo menos seis meses para a adaptação.”
Em Sertãozinho, segundo dados do Ceise, mais de 100 indústrias da cidade possuem este tipo de contrato de fornecimento e devem ter problemas.

Contratos
Segundo a assessoria de imprensa da CPFL, os contratos assinados com as empresas são de energia interruptível – prevêem suspensão de fornecimento quando não houver problemas de demanda, o que ocorre neste momento.
De acordo com a assessoria da CPFL, todas as empresas que assinaram os contratos sabiam da possibilidade da suspensão.



DA REPORTAGEM

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