Opinião
Sabado, 12 de Janeiro 2008 - 17h53 O primeiro caso confirmado de febre amarela na capital paulista traz preocupação a todos os setores. Apesar da tranqüilização do governo federal, com a garantia que a febre amarela está erradicada das áreas urbanas, a simples presença de um doente e a maciça infestação dos vetores de transmissão- inclusive em Ribeirão Preto- são sinais mais que evidentes de que a situação exige cuidados especiais.
Está na hora não só de não deixar faltar vacina para toda a população, como também de criar uma punição para quem deixar de se imunizar. Deveria haver vacinação obrigatória.
Exemplos: quem não se vacina, não pode votar. Não pode sair do país. Não pode receber restituição do Imposto de Renda. Medidas autoritárias, claro, antipáticas, sim, mas necessárias para evitar uma catástrofe num momento em que somos uma zona endêmica de dengue e temos, na história recente, casos dramáticos de dizimação de populações pela febre amarela.
Campinas, hoje, seria maior que São Paulo, se não tivesse tido epidemias terríveis da doença. Talvez São Simão tivesse o papel que Ribeirão Preto tem hoje, se não tivesse sofrido, também, epidemias fatais.
Neste momento em que os políticos todos se articulam com vistas à sucessão municipal, que façam um movimento concentrado e certeiro para evitar qualquer possibilidade remota de que tais fatos venham a se repetir. E os cuidados devem sempre começar pelos municípios.
Cada governo municipal deve agora redobrar a atenção para cuidar do assunto, junto com os setores especializados. Que não falte vacina. Nem vacinados.