Jornal A CIDADE

Economia

Sabado, 12 de Janeiro 2008 - 19h28

Após as últimas chuvas, produtor está otimista

J.F.PIMENTA/ESPECIAL Após as últimas chuvas, produtor está otimista EM ALTA O milho está entre os produtos que mais se valorizaram com a procura mundial por bionergia

Produtores rurais da região ficaram preocupados com a estiagem em dezembro, o que não é normal na época, mas, com as últimas chuvas, as lavouras agora, em geral, encontram-se em bom estado e volta a perspectiva otimista quanto a um bom resultado na colheita, e com os preços dos produtos, como soja e milho, bem mais elevados em relação aos anos anteriores.
A soja, no ano passado comercializada a 27 reais, está cotada agora em 39 reais a saca, com a perspectiva de que venha a superar os 40 reais. Assim, produtividade entre 35 e 40 sacas por hectare, como se espera na região, deve render bom resultado para o produtor ante o custo de produção em torno de 30 sacas/ha.
O milho também deve se manter em patamar elevado. O preço atual é de R$ 25,50, após ter chegado a R$ 28, ante a cotação de R$ 18,00 em 2006/07. Este cereal está entre os produtos que mais se valorizaram com o crescimento da demanda mundial por bioenergia.
“Toda essa perspectiva influi na elevação de preços para o consumidor no mundo inteiro e, no Brasil, já se prevê inflação mais alta em 2008”, analisa o presidente da Carol, José Oswaldo Galvão Junqueira. Mas com uma ressalva: “Os indicadores são favoráveis em relação ao crescimento do nosso PIB e quanto à criação de novos empregos”.


A situação atual das lavouras na região
Esta é a situação, hoje, das lavouras na região:
Soja – Após a preocupação com a demora nas chuvas em dezembro, a situação das lavouras hoje, em geral, é muito boa, com a perspectiva de produtividade de 45 a 50 sacas por hectare.
Milho - São pequenas as áreas da lavoura na região nesta época de safra de verão, devendo ocorrer plantio na safrinha (milho ou sorgo) nas áreas de soja.
Cana-de-açúcar – A principal cultura da região, principalmente em relação à cana recém-plantada, sofreu com a longa estiagem do ano passado, mas recuperou-se com as últimas chuvas.
Café – Chuvas anormais em junho e julho anteciparam a florada que deveria ocorrer em setembro e isto provocou formação irregular de frutos, o que deve afetar a produtividade da colheita a se iniciar em abril.
Pastagens – Agora bem formadas, após as chuvas.



CARLOS ALBERTO NONINO
Especial para A Cidade

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