Jornal A CIDADE

Economia

Sabado, 12 de Janeiro 2008 - 19h36

Cheque pré-datado


Com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 0,0041% para 0,0082%, anunciado pelo governo no início do mês, para compensar a queda na arrecadação com a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), especialistas indicam a adoção de algumas medidas para ‘fugir’ do pagamento do imposto.
Segundo o consultor financeiro Nelson Bravo, professor do curso de administração do Centro Universitário Moura Lacerda resgatar o uso do cheque pré-datado, como forma de pagamento parcelado, em lugar do cartão de crédito, representará uma economia para o consumidor.
Os cheques não sofrem a cobrança do tributo, porque na legislação brasileira são considerados uma ordem de pagamento à vista. “Nas compras a prestação no cartão há incidência de IOF, por isso é mais vantajoso emitir um cheque com data posterior”, explica.
Além disso, Bravo ressalta que caso a pessoa não consiga honrar o pagamento no vencimento do cheque, estará livre do imposto. “O consumidor irá negociar com o credor. Já se a prestação for no cartão, haverá os juros e a incidência diária do IOF”, informa.
Em 2007, os pré-datados representaram 72,77% do valor financeiro total de cheques emitidos no país. No Estado de São Paulo esse volume foi de 65,75%, segundo dados da Telecheque, empresa de concessão de crédito que levanta dados estatísticos do setor.
O vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, estima que a incidência do IOF sobre as operações no cartão no crédito rotativo vá aumentar em 8% o valor negociado em cheques pré-datados e em 3% o volume de transações.
“Como não há regulamentação, ele é um acordo entre comerciante e consumidor. Quando ambos fazem as contas percebem que a operação com o cheque tem um custo mais baixo e o IOF vai tornar isso ainda mais evidente”, declara Praxedes.
Mas cheques pré-datados em financeiras são considerados como operação de crédito e recebem a incidência de IOF.

Leasing
Já na aquisição de veículos, o consultor afirma que o leasing se torna agora a melhor opção, já que o tributo não é incidente. Bravo simulou os cálculos de um financiamento de um carro de R$ 30 mil, em 60 meses. No Crédito Direto ao Consumidor (CDC), utilizando uma taxa de 2,5% ao mês, a prestação mensal seria de R$ 970,60. Já no leasing, no mesmo período, ela cairia para R$ 863.
“Ao final do financiamento daria uma diferença de R$ 6.454. Ou seja, uma economia de 12,46%. Com a inflação no patamar que está é um percentual bastante significativo”, afirma.

  • Imprimir
  • Enviar

É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso sem autorização escrita da Empresa Jornalistica Orestes Lopes de Camargo S\A
ARZ