Veículos
Sabado, 12 de Janeiro 2008 - 19h58 O carro que promete revolucionar o mercado automobilístico foi apresentado na semana passada na Ìndia. A Tata Motors, revelou os segredos do Nano, durante o Salão de Nova Délhi. O “carro mais barato do mundo” como já foi batizado terá um custo bastante atrativo para qualquer mercado. O Tata Nano, como foi batizado, irá custar US$ 2.500, aproximadamente R$ 4.500. Este preço pode revolucionar o mercado de carros populares, segundo opinião de alguns analistas, que acreditam que outras montadoras - principalmente as maiores - também apostem neste nicho de mercado voltado para o público de menor poder aquisitivo. Volkswagen, Toyota, Honda e Fiat já afirmaram ter planos de fabricar carros de baixo custo
Por dentro do Tata Nano
Nos próximos dois anos o Nano estará disponível somente no mercado indiano. A montadora daquele país planejou o carro há muitos anos como uma alternativa mais segura e mais acessível para os milhões de indianos que, com freqüência, transportam famílias de quatro pessoas, mais bagagens, em bicicletas motorizadas e motonetas. Se o preço é pequeno, o Nano também. O carro mede 3,1 m de comprimento, 1,60 m de altura e 1,50 m de largura. Seu motor traseiro, a gasolina, tem a potência de 624 cc e faz seguros 70 km/h. A economia de combustível é um forte do Nano, que roda 21 quilômetros com 1 litro de combustível. Porém, o novo carro chega cercado de dúvidas, principalmente relacionadas à emissão de poluentes. A montadora garante que está adequada às normas ambientais. A versão básica é a mais básica possível: não conta com rádio, retrovisor no lado do passageiro e passa longe de acessórios como vidros elétricos ou direção hidráulica. Limpador de pára-brisa, apenas um. A versão luxo, terá ar-condicionado. O valor desta versão não foi revelado. A Tata espera vender bem o carro em áreas rurais e semi-urbanas da Índia e irá produzir inicialmente cerca de 250 mil Nanos, com a expectativa de demanda anual final de 1 milhão de unidades. A Tata informou que se concentrará no mercado doméstico por dois a três anos antes de estudar a exportação do Nano para países da África, América Latina e Sudeste Asiático.
DA REPORTAGEM