Igor Ramos
Sabado, 12 de Janeiro 2008 - 20h7 Bom senso
O jogo Sertãozinho x Corinthians deve acontecer em Ribeirão Preto. A notícia divulgada ontem neste A Cidade agitou a vizinha cidade e trouxe à tona o debate.
Qual seria a solução mais sensata? Manter o jogo em Sertãozinho, satisfazer o desejo de apenas 10 mil torcedores (muitos deles de cidades da região, inclusive Ribeirão) ou trazer o jogo para o Santa Cruz, mais confortável, seguro e infinitamente maior?.
O que pode valer mais? A satisfação de manter o grande jogo na cidade do mandante, mesmo que sem muita segurança, conforto aos torcedores e com ingressos a preços absurdos (R$ 40 e R$ 80)? Ou arrecadar o triplo e permitir que uma platéia ainda maior tenha o privilégio de ver um evento esportivo grandioso?
Sem rivalidades
Sertãozinho honra a região, coisa que Botafogo e Comercial deveriam estar fazendo. Lamentavelmente hoje Ribeirão é muito mais de corintianos, são-paulinos e palmeirenses, do que de comercialinos e botafoguenses. Por isto, rivalidades à parte, não tenho receio em dizer que Sertãozinho poderia dar este presente a estas torcidas. Certamente o Touro terá muito mais torcedores no Santa Cruz do que no Fredericão. Ou alguém duvida que pelo menos a metade do campo estará do lado sertanezino, reforçada por são-paulinos, santistas e palmeirenses? Se a diretoria do Touro agir com a razão e visar o aspecto profissional exclusivamente, o jogo vem para cá. Se a emoção prevalecer e o receio de desagradar a população estiver acima de tudo isto, o jogo será mantido no Fredericão. Passado o gostinho de debutar na primeirona, como ocorreu em 2007 com as presenças de Palmeiras e São Paulo, o Touro poderia tentar esta nova experiência brindando a torcida da região. Seguramente 35 mil torcedores marcarão presença no Santa Cruz se os dirigentes do Touro decidirem compartilhar esta festa regional. Ficaremos na torcida, embora a decisão de manter o jogo no Fredericão seja mais do que legítima para os sertanezinos.
Patrocínios
A empresa CHF está patrocinando a Francana. Por suas razões estratégicas de mercado, decidiu investir na cidade vizinha. Até aí tudo bem. O que intriga é o fato de por aqui nossos clubes terem tanta dificuldade em conseguir apoio. As portas das empresas locais estão quase sempre fechadas para Botafogo e Comercial. Em Campinas vimos nesta semana o apoio de uma mesma empresa a Guarani e Ponte. Alguma coisa está errada por aqui. E como o ditado diz, os piores cegos são aqueles que não querem ver.