Júlio Chiavenato
Segunda-Feira, 14 de Janeiro 2008 - 22h42 Como se sabe, se a indústria brasileira acelerar faltará energia. O problema energético deveria ser a prioridade do governo. O que Lula faz? Nomeia Edison Lobão para o Ministério das Minas e Energia. Motivo: comprar o apoio do PMDB e atender ao velho serviçal da ARENA, amigo dos ditadores e dono de um pedaço da Amazônia, José Sarney, o marimbondo de fogo.
O que acontece? Nada. Licença para repetir: Lula, do PT, nomeou para o Ministério das Minas e Energia o senador Edison Lobão, do PMDB. Cujo tem como suplente Edison Lobão Filho. Tudo em família.
Licença para repetir de novo: se houver aumento de produção na indústria, faltará energia para suas máquinas.
Acho que deu para entender: o presidente da República trocou a segurança do desenvolvimento do Brasil pela maracutaia da “governabilidade”. O que inclui ter José Sarney como homem chave nos conluios palacianos e a sua filha, Roseana Sarney – a do monte de dinheiro – como líder do governo petista no Senado. É pouco?
Ficou assim: o senador Edison Lobão vai para o Ministério no lugar de Silas Rondeau (defenestrado pela Operação Navalha); assume sua cadeira Edison Lobão Filho, investigado pela Polícia Federal (como o pai) por causa de uma TV pirata e por usar “laranjas” nos negócios. Roseana Sarney e seu pai José Sarney garantem as pontas no Senado e no baixo clero peemepetista. Todos são do Maranhão.
Machado de Assis, com sua fina ironia, aconselhava a escrever sobre certos fatos com a “pena da galhofa”. O que não tem jeito ou fede demasiado, trata-se com ironia ou a galhofa machadiana. Mas esse bando do Maranhão, apadrinhado pelo presidente Lula, extrapola. Por isso esse artiguete ficou tão mal escrito.