Jornal A CIDADE

Opinião

Terça-Feira, 15 de Janeiro 2008 - 22h22

Sabendo usar, não vai faltar


Estamos diante de uma daquelas situações que exigem uma posição firme e transparente dos coordenadores da área de saúde pública.
Diante da ameaça de um provável início de surto de febre amarela mesmo com a negativa que as autoridades dão sobre qualquer possibilidade de epidemia iminente- a população faz fila nos postos, à procura de imunização.
Nada mais justo do que querer se colocar numa situação segura, diante do pavor que provoca uma doença que, em tese, pode matar.
Diante da demanda crescente é preciso garantir que todos os que têm viagens programadas para as chamadas áreas de risco se imunizem a tempo. E também, que os que têm vacina com validade vencida recebam a dose de reforço.
Mas interessante, mesmo, seria garantir a imunização de todos, já que temos casos suspeitos e- como lenha na fogueira- os vetores de transmissão infestam a região há muito tempo.
Estamos todos, teoricamente, numa zona de risco. Ou que exige alerta geral, pela proximidade com Minas Gerais e pelo corredor de passagem para os Estados de Goiás e Mato Grosso.
Agora, o que se quer, é que fique tudo muito claro. Se falta vacina, que se tomem as providências, nas esferas estadual e federal, para conseguir as doses necessárias.
A vacina existe e deve ser usada. Com critério, com organização, com responsabilidade. Não é hora para pânico, mas também não é hora para negligências de qualquer espécie.
Fazer a coisa certa, nesse caso, passa longe de qualquer atitude de omissão e de panos quentes.

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