Vicente Golfeto
Quarta-Feira, 16 de Janeiro 2008 - 22h37 A Imprensa noticia que “brasileiros gastam mais com viagens ao exterior”. E acrescenta: “o interessante é que não há apenas o crescimento dos gastos dos brasileiros. O ingresso de dólares por turistas estrangeiros também é recorde”. A via, portanto, tem mão dupla: de ida e de volta.
Assim, tanto brasileiros têm procurado conhecer mais o exterior quanto estrangeiros estão mais interessados em visitar o Brasil. Por isto, aumentam os dispêndios de estrangeiros por aqui. O saldo da balança ainda é negativo do ponto de vista dos interesses do Brasil mas confirma que: 1- o dólar barato facilita o brasileiro conhecer o estrangeiro; 2- o real caro não tem impedido estrangeiros de visitar nosso país, à frente as praias do nordeste.
Tudo ótimo.
O potencial turístico do Brasil é inegável. Precisamos de mais arrojo e de colocar o Brasil no visor dos turistas estrangeiros de maneira mais ampla.
Agora, brasileiros visitando o exterior é uma notícia animadora porque precisamos de tornar nosso nacional mais cosmopolita.
É necessário globalizar-se para não ser globalizado. Mas não devemos ter grandes ilusões. Pode-se estar falando de turismo de negócios. E este é excelente.
De turismo de esportes. De turismo cultural, de recreação. No que toca ao turismo cultural é bom lembrar o que nos falava André Maurois: “o prazer da viagem é proporcional ao quadrado da cultura”.
De nada vale ou vale bem pouco um cidadão visitar a Espanha, Portugal, a França, naquilo que estes países têm de importância histórica, artística, se este cidadão não decodificar o que está vendo.
Ele vê a arquitetura que traz o passado para o presente. Mas se ele não conhecer História, área do conhecimento humano que é feita com tempo passado, ele não vai entender nada.
Inclusive vai achar que “são construções muito velhas, que bem poderiam ser demolidas, cedendo lugar para edifícios novos”. Ele vê mas não enxerga.