Opinião
Quarta-Feira, 23 de Janeiro 2008 - 21h49 Há um paradoxo perigoso no reino de Ribeirão Preto: os mototáxis, definitivamente incorporados ao uso, ao hábito e às necessidades do transporte popular, estão, até hoje, na mais absoluta clandestinidade.
Não seria tão grave, se não envolvesse, de uma só vez, o trabalho e a vida dos ribeirão-pretanos.
Afinal de contas, que parâmetros podem ter os passageiros ao utilizar esse tipo de transporte?
E que defesas podem ter os profissionais do setor, que não podem se organizar em associações, conquistar direitos trabalhistas? Para o município, eles não existem.
A Transerp, órgão responsável pelo trânsito na cidade, simplesmente não faz a fiscalização dos veículos. Mas já está na hora de alguém criar coragem para colocar o dedo nessa ferida. Doa a quem doer, é preciso resolver a situação.
Ninguém quer que os profissionais percam seu ganha-pão. O que se quer é que eles trabalhem dentro da legalidade, para o bem deles e da população. Quanto mais documentados, regulamentados e legitimados eles estiverem, melhor será para todos.
Os veículos terão, certamente, melhor conservação. Seguros e habilitações para pilotar as motos estarão em dia. E os usuários poderão se locomover com mais tranqüilidade.
De que maneira chegar a esse ponto? É um problema para os administradores resolverem. Que a prefeitura convoque uma grande mesa redonda para buscar informações, opiniões, caminhos. Com eles, certamente, surgirão as definições. O que não se quer é dormir em cama de faquir. Nem todos têm vocação e o resultado pode ser desastroso.