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Opinião

Quinta-Feira, 24 de Janeiro 2008 - 22h52

Despreparo perigoso


O caso, para dizer o mínimo, da falta de decoro numa delegacia de polícia, em Ribeirão Corrente, lembra outro fato ocorrido recentemente no Rio de Janeiro. Nas duas vezes, a palavra despreparo surge com força, para ilustrar a conduta de policiais cariocas e agora, do paulista da região, que permitiram fotos, com armas oficiais, manuseadas por mulheres.
No caso de Ribeirão Corrente, há ainda o agravante significativo da participação de menores, episódio inconcebível, dentro de uma delegacia cuja função é abrigar protetores e defensores da lei. E de menores.
Mesmo que se alegue que tudo não passou de uma ‘brincadeira ingênua’, fica flagrante o grau de desinformação- e pior que isso- de desrespeito, para com a instituição policial, que decidiu, com acerto, expulsar o investigador envolvido. Nossos policiais deveriam ter - todos eles - bons cursos, ótimos salários e uma seleção rigorosa, para evitar episódios como este, num prédio público.
Evidentemente, não se deve julgar a corporação por um caso específico e pontual. Mas o alerta, diante do fato, torna-se imperativo.
De resto, no noticiário do dia, a boa nova é que o dinheiro do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento- chega em março para a desfavelização em Ribeirão Preto.
Vem atrasado, mas em boa hora. Recursos para obras sociais são sempre oportunos e devem ser utilizados com a seriedade que o assunto exige.
Ribeirão merece sanear áreas de pobreza e dar aos excluídos a chance de viver com dignidade. Como Ribeirão Corrente merece, também, dar a volta por cima no episódio aviltante da delegacia.

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