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Sabado, 26 de Janeiro 2008 - 18h42 Ficar fora da lista de aprovados não é o fim da linha. Sentir-se o pior dos mortais só atrapalha, alerta a psicóloga Camila Vianna Duarte. “O vestibular tornou-se um funil onde é cada vez mais complicado passar na primeira vez”, diz.
Aproveite a onda
O momento é de análise. É como se você fosse uma empresa que promovesse uma auditoria interna para identificar gastos inoportunos e produção equivocada.
“Avalie o estudo e a prova, ponderando os pontos positivos e os negativos. Se fortaleça naquilo em que está fraco”, recomenda. Pode até fazer a comparação em duas colunas, para verificar o peso de cada fator.
Ela diz que, no vestibular, todas as pressões aparecem. Emoções diversas podem azedar o dia. Até expressões de carinho e estímulo dos familiares, como “eu sei que você vai conseguir”, podem murchar o ânimo. “Quanto mais controle emocional há, mais segurança de que você fez o melhor, afirma.
Sinal amarelo
Camila recebe pacientes vestibulandos, em seu consultório, que manifestam problemas distintos, como perda ou ganho de peso excessivos, alergias e outros comportamentos. Inconscientemente, surge alguma válvula de escape.
“Preste atenção nos sinais do organismo e do comportamento”. Alterações no apetite ou no sono, irritação fácil e pensamento exclusivo na prova são sinais amarelos.
“Às vezes, é preciso procurar um profissional de Psicologia para ajudar a procurar a orientação que não se enxerga sozinho”, aponta.
Esse trabalho não é uma garantia de que irá passar no vestibular, mas é um preparo mais ajustado, de acordo com as necessidades de cada um.
Avalie ainda se a definição da carreira foi acertada. A escolha mal feita atrapalha o rendimento e a motivação para estudar.
- O importante sobre vestibular é manter o bom senso, os estudos em dia, e o controle emocional, diz.
Segura na mão de Deus e vai
Na Catedral, no Centro, é fácil encontrar vestibulandos. A igreja fica a dois quarteirões de um dos maiores cursos pré-vestibular da cidade.
Francisco Moussa, o padre Chicão, diz que Deus ajuda e faz milagre, mas resolver a prova é incumbência do aluno.
“Deus ilumina, mas Ele já nos deu inteligência e possibilidade de ter a vida, é preciso fazer a nossa parte e caminhar com os dons que Ele já nos deu”, afirma.
Diz que é possível encontrar conforto na espiritualidade. “Ela dá base para enfrentarmos problemas materiais, emocionais e físicos”, adverte.
E o que Jesus falaria para alguém que sucumbiu, no vestibular?
- Como ele incentivava as comunidades e as ajudava a resolver os problemas, acho que diria isso mesmo, declara.