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Sabado, 26 de Janeiro 2008 - 18h48

Ciesp quer criar Conselho

WEBER SIAN Ciesp quer criar Conselho POÇOS ARTESIANOS Daerp aponta dificuldades na fluoretação num sistema grande de abastecimento

A regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) espera reunir representantes das entidades odontológicas locais para, se possível ainda nesta semana, tratar com o prefeito Welson Gasparini sobre a adição correta do flúor na água de abastecimento público de Ribeirão Preto, como meio de prevenção contra a cárie dentária. A proposta a ser apresentada é a reativação do Conselho Municipal de Fluoretação.
Este foi o consenso a que se chegou após consulta feita às entidades pelo diretor regional do Ciesp, Fabiano Guimarães. A instalação do Conselho é o primeiro passo visando à solução, diz Fabiano. Ele explica que o problema da fluoretação – diante das falhas hoje existentes - está sendo tratado no âmbito do Núcleo de Desenvolvimento Social Econômico (NDSE), criado pelo Ciesp com o objetivo de “propor soluções para melhorar a gestão pública”.

Tom ameaçador
O NDSE é constituído por 60 comissões representativas de diferentes setores de atividade. Uma delas, a de Odontologia. Esta comissão redigiu relatório para encaminhamento ao prefeito, pelo qual fixava prazo de 90 dias para normalizar a fluoretação das águas, caso contrário seria feita denúncia ao Ministério Público, acusando as falhas e o conseqüente desperdício de dinheiro público.
O documento incluiu também o pedido de reinstalação do Conselho Municipal de Fluoretação. Nesse ponto deu-se o consenso. Divergência houve com relação a outros pontos do documento, incluindo o tom ameaçador de denúncia ao Ministério Público, de acordo com o que foi apurado junto a dirigentes das entidades.
“Nosso objetivo é buscar a melhor solução possível, com o intuito de colaborar em defesa do interesse público”, manifesta Fabiano Guimarães.

Quase sempre parado
O Conselho Municipal de Fluoretação passou a existir por força de decreto de 1994 e foi confirmado por lei municipal aprovada em 2005, mas durante todo esse período funcionou apenas durante alguns meses. Seu objetivo: “assegurar a participação organizada da população no planejamento, controle e fiscalização da fluoretação da água de abastecimento público”.
Segundo a lei, mais de 20 nomes integram o Conselho, como representantes indicados pela Secretaria Municipal da Saúde (ao qual ficaria subordinado), Daerp, Câmara Municipal, faculdades de odontologia,outras faculdades, entidades odontológicas, clubes de serviço e federação das associações de bairros.
Flúor utilizado com deficiência há 17 anos
Ao Conselho Municipal de Fluoretação, se efetivamente nomeado pelo prefeito Welson Gasparini, caberá acompanhar todo processo de adição do flúor na água de abastecimento público.
O uso do flúor em Ribeirão começou em 1991 e chegou a toda rede cinco anos depois, mas sempre com teor abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde.
O Daerp aponta que há dificuldade de manter o padrão num sistema que engloba mais de 100 poços artesianos. Seria mais fácil se a distribuição fosse centralizada.



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