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Economia

Sabado, 26 de Janeiro 2008 - 18h54

Após o susto, a recuperação do preço


Animados com as boas perspectivas do mercado e com o clima favorável para o desenvolvimento das lavouras, os produtores rurais levaram um susto no meio da semana com a baixa na cotação das commodities. Foi conseqüência da onda de perdas nas bolsas de valores, face às preocupações com uma possível recessão nos Estados Unidos. A alta verificada na cotação do dólar, por conta da crise, nem de longe compensava as perdas dos preços dos produtos na bolsa de mercadorias de Chicago.
Mas houve a recuperação – e conseqüente alívio – antes do final de semana. Em relação à soja, por exemplo, a posição do mercado de futuro para março, que havia caído para US$ 11,89 o bushel (medida-padrão internacional), fechou depois em US$ 12,30. O café, o algodão e o milho também tiveram queda, depois recuperada.

Preços atuais
Agora, na região de Ribeirão Preto, em relação ao produto disponível da safra anterior, a soja está cotada a 40 reais a saca de 60 quilos, mas já são fechados negócios a R$ 43,50 para o produto a ser colhido entre fevereiro e abril. Já o preço do milho para o produtor fica em torno de 22 reais, isto após ter chegado a quase 30 reais, ocorrendo queda face ao início da colheita em áreas sob irrigação.
Nesta mesma época do ano passado, a soja era vendida pelo produtor a 27 reais e o milho a 18 reais. O reajuste neste período influiu em preços do óleo de soja e da carne pagos pelo consumidor.

Colheita
Na região de Ribeirão Preto, a colheita de soja e milho deve começar em fevereiro, mas o maior volume será em março, já que houve atraso no plantio. No Mato Grosso, já começou a safra da soja, com o município de Lucas do Rio Verde, mais uma vez, largando na frente, confirmando a “pole position” na maratona da colheita. Lá o plantio se deu em setembro, com as condições climáticas peculiares da região. A produtividade média, que começou com 47 sacas/hectare, hoje já ultrapassa 50 sacas.
Quanto ao milho, a colheita deverá começar em fevereiro no Paraná. Na região planta-se pouco milho no período da safra de verão, dando-se preferência para seu cultivo na safrinha, após a colheita da soja. Os produtores, em geral, estão animados com as perspectivas de safrinha, mesmo com a incerteza climática do período.
Há a opção do sorgo, cultura mais rústica e também com boa cotação, substituindo o milho, caso o plantio não possa ser feito até o final da primeira quinzena de março.

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