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Sabado, 26 de Janeiro 2008 - 19h40

Tráfico levou 659 para a cadeia

Hélia Araujo
F.L.PITON Tráfico levou 659 para a cadeia ARMAS E DROGAS Polícia apreendeu 989 quilos de drogas, além de armamento pesado em 2007

O tráfico de drogas foi o maior responsável pelas prisões em flagrante realizadas pelas polícias Civil e Militar, no ano passado. Dados levantados pela reportagem mostram que das 2.713 prisões, 659 foram por tráfico, uma média de 24%.
Durante o ano, foram ainda realizadas 676 prisões por mandados judiciais. Em 2006, foram 2.432 em flagrante e 663 por mandado de prisão.
Segundo o delegado Seccional, Benedito Antonio Valencise, o aumento das prisões mostra que a polícia tem trabalhado de forma eficiente, principalmente em relação aos crimes de tráfico. “Nosso principal objetivo é combater o tráfico de drogas, pois é através deste crime que todos os outros, geralmente, acontecem”, explicou Valencise.
As apreensões de drogas também mostram o empenho policial na questão do tráfico. Durante o ano, foram apreendidos 989 quilos de drogas (maconha, cocaína, crack, haxixe e ecstasy) e 64 micropontos de LSD.
“A grande quantidade de drogas apreendidas mostra que estamos focados nesta questão do tráfico. Neste ano pretendemos investir ainda mais nestas investigações e tirar traficantes e quadrilhas de circulação”, disse o delegado.
Além das policias Civil e Militar, a Polícia Federal e o Denarc-SP apreenderam grandes quantidades de drogas durante o ano. A PF apreendeu 675 quilos de drogas, entre maconha, crack, cocaína e haxixe.
Em setembro, a PF realizou a maior apreensão de drogas da região: 431,6 quilos de cocaína, avaliados em R$ 5 milhões, além de armamento pesado e de uso restrito das Forças Armadas.
Já o Denarc-SP, apreendeu em novembro 200 quilos de cocaína pura e crack, em um caminhão tanque, no Parque Avelino Alves Palma, na zona Norte de RP.


Jovens ricos envolvidos em crimes
Jovens universitários da classe alta entraram de vez no mundo do crime. Essa foi a constatação do ano de 2007. O aumento do consumo de drogas sintéticas afirmam essa realidade. Estatísticas da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) mostram que durante todo o ano de 2006 não houve apreensões de LSD, ou ácido lisérgico, alucinógeno muito usado nas décadas de 60 e 70 e hoje conhecido como “doce”. No ano passado foram 64 micropontos.
Durante as ações das políciais Civil, Militar, Federal e Rodoviária, 13 jovens foram presos no ano passado por tráfico de LSD e ecstasy. Todos eram universitários e venderiam a droga em festas de música eletrônica.
Para a polícia, o preço do ácido o torna um produto elitizado. Cada comprimido ou microponto do LSD custa entre R$ 20 e R$ 30. “Além disso, para obter a droga é preciso viajar para o exterior ou ter contatos em outros países, já que não são produzidas no Brasil. Por isso, a maioria dos traficantes é de classe média e alta”, disse o delegado Paulo Henrique Martins de Castro.
O delegado da Dise, Udelson Canova Simionato, explicou que a polícia encontra muita dificuldade para apreender a droga. “Como o LSD não tem cheiro e cada unidade é muito pequena, a droga acaba passando facilmente pela polícia”.

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