Esportes
Sabado, 26 de Janeiro 2008 - 21h6
TRICOLOR CAIU DE QUATRO No segundo jogo seguido em Santa Cruz na Série A2, o Botafogo foi goleado pela Ferroviária por 4 a 1, ontem à tarde, no clássico Bota-Ferro. Pantera despencou na classificação da A2
A tarde de sábado não foi da maneira em que queriam os botafoguenses. Na tentativa de conquistar a segunda vitória seguida em casa no Campeonato Paulista da Serie A2 e devolver as derrotas sofridas na Copa FPF do ano passado, quando foi eliminado, o Botafogo foi goleado pela Ferroviária por 4 a 1, contando com os diversos erros de sua própria defesa.
As críticas da torcida foram mais uma vez em cima do goleiro Alexandre. O camisa 1 deixou o primeiro tempo sob vaias e não mais voltou, tendo jogado apenas o primeiro tempo.
Com a primeira derrota na Série A2, o Bota continua com os quatro pontos, despenca para o 11º lugar [sem computar os jogos de ontem à noite], e vai buscar a recuperação diante do São José, na próxima quinta-feira, em São José dos Campos. Já a Ferroviária, que chegou aos seis pontos, volta a jogar no sábado de carnaval contra o XV de Jaú, em Araraquara.
O Jogo
Ao contrário da última quarta-feira, quando o Botafogo venceu a Inter de Limeira por 2 a 1, em Santa Cruz, a chuva resolveu comparecer minutos antes do apito inicial do árbitro. Mas a água não foi o suficiente para tirar o calor do jogo. Dentro de campo, o Bota-Ferro começou a todo vapor. No primeiro ataque do jogo, com apenas 15 segundos, a Ferroviária abriu o placar ao fazer o gol mais rápido da Série A2.
O ex-comercialino Osny fez lançamento para o ataque, e na indecisão da zaga botafoguense, a bola passou pelo goleiro Alexandre, mas não pelo atacante Fabinho, que em sua reestréia pela Ferroviária, tirou o zero do placar.
O gol da Ferrinha não assustou o time botafoguense, que respondeu na mesma moeda. Foi aos dois minutos, no primeiro chute a gol do Tricolor, que surgiu o empate. O meia João Henrique rolou para o volante Wágner, que com uma bela finta tirou o zagueiro da marcação e chutou rasteiro para acertar o canto esquerdo do goleiro Éder: 1 a 1.
Antes dos dez minutos a chuva deixou o estádio Santa Cruz, mas o duelo continuou com ataques perigosos pelos dois lados. E o melhor deles, após o gol de empate, foi da Ferroviária. Aos 6 minutos, o goleiro Alexandre conseguiu tocar com as pontas dos dedos e salvou o Bota de sofrer mais um gol na tentativa de Fabinho de encobrir o goleiro botafoguense.
O Tricolor teve mais duas boas chances de ficar à frente no placar em conclusões do grandalhão Magrão. Aos 16 minutos, Renan cruzou rasteiro para o centroavante desviar de bico sem sucesso. Seis minutos depois foi a vez de Léo Dias tocar para Magrão após troca de passes, e desta vez, o goleiro Éder, da Ferrinha, evitou o segundo gol do Bota.
Enquanto o Bota desperdiçava as chances de virar o jogo, a Ferroviária marcava os seus gols. Aos 37 minutos, aproveitando nova bobeada da defesa, o lateral-direito André colocou a Ferrinha em vantagem. Fábio Duarte cobrou escanteio na cabeça de André. Sem marcação no primeiro poste, o jogador tocou de cabeça e fez 2 a 1 para a Ferrinha.
As lambanças da zaga do Tricolor foram irritando a torcida, que logo começou a criticar o time. Para complicar, o Botafogo quase sofreu o terceiro. Aos 43, Osny desviou de cabeça, o goleiro Alexandre errou o tempo da bola, que bateu na trave e passeou por sobre a linha do gol sem entrar por sua totalidade.
Alexandre por Roberto
Ao final do primeiro tempo, o goleiro Alexandre saiu vaiado pela torcida, que em seguida começou a gritar o nome do goleiro reserva Roberto. O pedido dos botafoguenses surtiu efeito, e Roberto voltou como titular no lugar de Alexandre. Além da troca de goleiros, Carlos Rossi promoveu as outras duas substituições: Róbson Goiano e Maninho nas vagas de Wesley e Magrão.
As mudanças de nada adiantaram e a Ferroviária fez o terceiro aos quatro minutos. No cruzamento de André, o centroavante Osny subiu mais do que os zagueiros do Bota e fez, de cabeça, o terceiro gol. O Pantera ainda tentou diminuir nos chutes de Araújo e Renan, mas a Ferroviária fez outro. Aos 19 minutos, a bola espirrada sobrou para Zé Luiz, que cruzou para Fabinho, novamente sem marcação, apenas empurrar e fazer 4 a 1 para a Ferroviária. A partir de então, o Botafogo tentou diminuir com os chutes de fora da área, mas não passou de uma nova goleada e outro Bota-Ferro.
Estádio: Santa Cruz, em Rib. Preto.
Árbitro: Carlos Roberto dos S. Júnior.
C.A: Hernandes, Bruno e Renan (BOT); F. Duarte, André, Zé Luiz e A. Carvalho (FER). Gols: Fabinho 15”1° (0x1), Wágner 2’1° (1x1), André 37’1° (1x2), Osny 4’2° (1x3) e Fabinho 19’2° (1x4).
BOTAFOGO
Alexandre (Roberto); Wesley (Róbson Goiano), Frede, Bruno e Renan; Hernandes, Wágner, Léo Dias e João Henrique; Magrão (Maninho) e Araújo.
Técnico: Carlos Rossi
FERROVIÁRIA
Éder; André, Marcel, Anderson Carvalho e Zé Luiz; Vágner, Fábio Duarte, Wilson (Edilan) e Chimba (Róbson); Osny (Washington) e Fabinho.
Técnico: Édison Só
Alexandre: futuro incerto
Depois de três rodadas da Série A2, o técnico Carlos Rossi resolveu atender ao pedido dos torcedores do Botafogo e sacou o goleiro Alexandre do time botafoguense. A alteração de Alexandre por Roberto aconteceu durante o jogo de ontem à tarde contra a Ferroviária, mas de acordo com o treinador do Tricolor, a mudança não foi em virtude das falhas de Alexandre ou a pedido da torcida.
“O Alexandre sentiu uma lesão na perna e naturalmente foi substituído, assim como o Wesley, que sentiu uma dor no púbis”, explicou Rossi após a goleada.
Porém, ontem, ainda no vestiário, o goleiro teria pedido para deixar o clube, mas a diretoria foi contra a decisão do camisa 1. O futuro de Alexandre ainda é incerto, mas sua saída pode ser concretizada amanhã.
Alexandre, que completou 39 anos no mês passado, deixou o primeiro tempo debaixo de vaias da torcida tricolor. Durante a semana, Alexandre pediu paciência à torcida do Botafogo, que desde o jogo contra o Atlético Sorocaba, na primeira rodada, passou a criticar suas atuações. O experiente goleiro, que conquistou o acesso com o Botafogo para o Brasileirão, em 1998, e foi o principal jogador do time na época, não caiu nas graças da torcida no seu retorno ao Tricolor, nove anos depois - também jogou em 1999 pelo clube. Ontem, após a goleada de 4 a 1 sofrida para a Ferroviária, o goleiro não foi encontrado.