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Opinião

Segunda-Feira, 28 de Janeiro 2008 - 21h56

Violência abominável


A morte inconcebível de um jovem estudante voltando de uma ingênua noitada mostra o quanto estamos vulneráveis em Ribeirão Preto.
Um tiro no meio da madrugada tirou a vida de um rapaz como tantos outros, que gostava de música e dos amigos. Gostava de se divertir, mas tinha muitos outros planos: ele se preparava para entrar na faculdade.
Porém, aconteceu o imponderável. Estava na hora errada e no lugar errado. Perto de alguém que não deveria, em primeiro lugar, estar armado. Prevalecendo a versão do acusado, o jovem teria feito arruaça. Teria feito provocações. Versão diferente apresentam os amigos da vítima. Mas, mesmo que houvesse provocação, ainda assim, não seria motivo para disparar a arma.
Com o tiro, o assassino matou mais do que um jovem de classe média, disposto e de bem com a vida. Ele feriu, por tabela, todos os valores mais sagrados de quem acredita nas instituições e nos direitos plenos de um sistema democrático, em que deveria vigorar, também, uma espécie de tratado ético de paz e desarmamento.
Um acordo tácito de defesa da vida, em todas as esferas. E, logicamente, do direito de andar a pé, na rua, em segurança. Mesmo de noite.
Melhor sorte teve o filho do comerciante dos Campos Elíseos, libertado no final da noite da última sexta-feira, de um cativeiro que durou nove dias.
A precisão da ação de resgate merece cumprimentos e nos devolve a esperança de que agindo com essa eficiência, a polícia consiga desestimular possíveis novas tentativas semelhantes. Mas que não seja preciso outro teste para comprovar a tese.

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