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Caderno C

Terça-Feira, 29 de Janeiro 2008 - 21h44

Rubens Gerchman morre aos 66


O artista plástico Rubens Gerchman morreu ontem, aos 66 anos, no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele enfrentava há quatro anos um câncer raro iniciado no pulmão e estava internado há duas semanas. O velório ocorreu no próprio hospital e o corpo foi cremado no final da tarde no Horto da Paz, em Itapecerica da Serra.
Uma das últimas realizações de Gerchman foi o livro com seu nome que integrou a coleção “Portfolio Brasil”, lançado em dezembro passado pela editora J. J. Carol. O livro reúne fotos sobre as quais o artista fez interferências.
Ele planejava expor os trabalhos em março, em São Paulo, e em seguida no Rio. Seus filhos pretendem manter a idéia.
Morando na capital paulista há dois anos, Gerchman nasceu no Rio, cidade-tema de parte importante de sua obra. Seus estudos foram no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes.
Sua fase mais significativa ocorreu nos anos 60, quando trabalhou com artistas como Hélio Oiticica, Carlos Vergara e Roberto Magalhães. Produziu obras marcantes de crítica social, como “Caixas de Morar”, “Elevador Social” e “Ditadura das Coisas”.
Realizou a primeira exposição em 1964 e participou da histórica mostra “Opinião 66”, no Museu de Arte Moderna do Rio. É autor da tela “Lindonéia”, inspiradora da canção homônima de Caetano Veloso e Gilberto Gil - gravada por Nara Leão no disco “Tropicália ou Panis et Circensis”- e ícone do tropicalismo.

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