Opinião
Quarta-Feira, 30 de Janeiro 2008 - 23h58 Os radares eletrônicos da Empresa de Trânsito e Transporte Urbano (Transerp) flagam desde 2006 um tipo de irregularidade a mais no trânsito de Ribeirão Preto: a clonagem de placas de veículos. Entre novembro e dezembro do ano retrasado, foram fotografados 10 veículos com placas que na verdade pertencem a outros.
No ano passado, os agentes fotografaram, através dos radares, mais 12 veículos com placas irregulares.
O problema, que já dura mais de um ano, não é fácil solução. Os radares eletrônicos da fiscalização do trânsito até que ajudaram quando dos flagrantes, e o diretor superintendente da Transerp, o coronel Antônio Carlos Muniz, se disse surpreso com a quantidade de carros rodando com placas clonadas em Ribeirão Preto. Segundo ele, a empresa municipal colabora como pode porque a clonagem é um problema de ordem policial.
Solucionar um problema desses, que afeta não apenas o caixa dos governos quando da ocorrência de multas que não são recolhidas, mas também os verdadeiros proprietários dos veículos detentores das placas, exige mais do que a ação dos policiais. Exige, sim, um envolvimento maior da estrutura do Poder Executivo municipal. Ajudar a combater um problema desses é obrigação do servidor público, divulgando os casos flagrados com as respectivas placas.
Não se pode é continuar convivendo com um caso de polícia desses sem que os poderes públicos, no caso representados pela Polícia e pela Prefeitura e seus órgãos e empresas, se envolvam a fundo em busca de uma saída. A solução pode ser difícil, mas não é impossível.