Geral
Quinta-Feira, 31 de Janeiro 2008 - 0h6
TESTEMUNHAS Amigos de Rodrigo Bonilha chegam para depor
Os quatro jovens que estavam com o estudante Rodrigo Bonilha, morto no último final de semana em Ribeirão, prestaram ontem depoimento ao setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
A versão dos amigos de Bonilha contradiz o depoimento do segurança Aurelito Borges Santiago, que confessou ter matado o estudante. Os jovens disseram que não viram o segurança nem ouviram o tiro que matou Bonilha.
Santiago havia dito que atirou por se sentir ameaçado pelos estudantes, que teriam tentado agredi-lo. O segurança afirmou também que os jovens tentaram arrombar um caminhão do bufê Renato Aguiar, para quem Santiago trabalhava na noite do crime.
Ontem os jovens chegaram à delegacia acompanhados pelos pais e não quiseram dar entrevistas. No depoimento, eles informaram que estavam voltando de uma lanchonete e brincavam com uma placa de publicidade perto do local do crime.
Quando passavam em frente ao bufê, um deles teria derrubado a placa no chão, provocando forte barulho. A seguir, seguiram rumo a casa de um dos jovens, distante a 300 metros dali.
Os estudantes contaram que, quando estavam a cerca de cem metros do bufê Renato Aguiar, Bonilha caiu no chão ferido.
“Eles alegam que não ouviram nenhum disparo e nem viram ninguém. Acharam que o menino tinha tropeçado e caído ou estivesse brincando”, disse a delegada Maria Batriz Moura Campos.
Inspetor patrimonial
O vigia entregou à polícia o revólver calibre 38, que estava com a numeração raspada. Ele não tinha autorização para trabalhar armado. O bufê informou que Santiago era contratado como inspetor patrimonial. A empresa afirmou que não sabia que Santiago trabalhava armado.
O Ministério Público informou que o bufê pode ser responsabilizado no âmbito civil (e não criminal) pelas ações do funcionário a serviço da empresa.
Parentes do segurança informaram que ele está na casa de um amigo, em outra cidade. Segundo a delegada, o acusado não pode ter a prisão decretada por ter residência fixa, ser réu primário e ter colaborado com as investigações.