Economia
Quinta-Feira, 31 de Janeiro 2008 - 0h10
O Brasil está preparado para enfrentar as turbulências da economia dos Estados Unidos. Estimadas atualmente em US$ 200 bilhões, as reservas ajudam, mas é a expansão da atividade produtiva do Brasil quem blindará o país diante os já esperados impactos decorrentes da crise dos EUA.
A avaliação é do economista Ricardo Sennes, diretor da Prospectiva, consultoria especializada em assuntos internacionais. Segundo ele, o fortalecimento da economia interna pode ser comprovado pelas importações. Do total que o Brasil importou no ano passado, 21% foram bens de capital e 13% matérias-primas. “São componentes direcionados para a atividade produtiva, o que prepara e fortalece a indústria”, disse ele durante palestra ontem cedo, em RP, promovida pela regional da Câmara Americana de Comércio (Amcham).
Com a indústria forte, conforme Sennes, o Brasil terá como atender a expansão do consumo interno - que, em sua opinião, deve avançar 5,3% neste ano - e buscar mercados internacionais. “As vendas para os EUA devem despencar de 24% para 15% neste ano, mas a Europa é nosso principal destino, com 27% das exportações”, disse.
Commodities
Mas Sennes também fez uma projeção negativa, diante o quadro, relacionada às exportações. “55% de nossas vendas externas são matérias-primas, ou commodities, mais suscetíveis às crises externas”, afirmou.