Economia
Quinta-Feira, 31 de Janeiro 2008 - 0h11 O Brasil conta com o fortalecimento da atividade produtiva para enfrentar as turbulências econômicas dos EUA, como afirma o economista Ricardo Senne (leia nesta página), mas o país pode contar neste ano com as tão esperadas reformas estruturais.
Segundo Rogério Schmitt, doutor em ciências políticas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), das três reformas mais esperadas (tributária, previdenciária e trabalhista), apenas a segunda tem chances de ser implantada neste ano.
“A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, prometeu enviar o projeto da reforma Previdenciária ao Congresso depois do Carnaval, mas dificilmente haverá tempo este ano para a votação”, disse ele durante palestra ontem cedo em Ribeirão Preto, em evento da Câmara Americana do Comércio.
Conforme Schmitt, este ano é eleitoral e, portanto, não é apropriado para se discutir a reforma tributária. “No caso do projeto da reforma trabalhista, está totalmente fora da agenda porque ainda não existe sequer uma proposta do governo”.
Ele acredita que o Congresso deverá aprovar neste ano quatro projetos já enviados pelo Governo: o que limita o crescimento da folha salarial da União; o que regulamenta os reajustes do salário mínimo; o que prevê previdência complementar para o funcionário público e o que revisa as regras de concessão do auxílio-doença.