Márcio Bernardes
Quinta-Feira, 31 de Janeiro 2008 - 22h51 (São Paulo) - A vida é interessante. O ser humano muito mais. Pelo que acompanhei em todos os veículos de comunicação nesta semana, - para TVs, rádios e jornais surgiu um novo craque no futebol brasileiro.
Vamos com calma! É verdade que o retrospecto de Tiago Luiz é dos melhores; na Copa São Paulo fez oito gols em quatro jogos. E em sua estréia nos profissionais, domingo passado na Vila Belmiro, marcou um belo gol, mostrando qualidade.
Claro que o jornal Marca, de Madri, foi exagerado ao afirmar que estava nascendo no Brasil um novo Messi. Ainda é muito cedo para uma afirmação dessas. Vamos torcer para que esse otimismo se confirme.
Simples, com nosso jeitão caipira, Tiago Luiz diz que é fã da dupla César Menotti e Fabiano. Orgulho dos comercialinos, que por sinal, estão descrentes com seu time atual que faz péssima campanha na Série B. ( Jogou três partidas e tem zero ponto). Comercial FC, meu time do coração, que já revelou Leão, Diego, Guina, Dirceu, Tadeu Ricci e muitos outros bons jogadores. Agora Tiago Luis é o nome da hora. Mas temos de tomar cuidado para não estragar uma jóia que dá a impressão de poder brilhar incandescentemente no futuro.
Poluição em Pequim
Recebo duas boas notícias da China. E uma má! Minha credencial especial de jornalista acaba de ser aprovada pelo Comitê de Imprensa. E o Centro Aquático Nacional, o Cubo d’Água, com 17 mil lugares, foi inaugurado nesta semana. Local das provas de natação, pólo, nado sincronizado e saltos ornamentais, o prédio demorou quatro anos para ficar pronto e custou US$ 200 milhões (R$ 358 milhões). A má notícia é que a contestada qualidade do ar de Pequim também participou indiretamente da inauguração. Já se nota pó acumulado nas paredes do complexo. A Olimpíada deste ano poderá resultar num sucesso retumbante. Mas não conseguirá ser esquecida pela situação ambiental da maior cidade chinesa.
Atletas de muitos países estão preocupados. Acham que a poluição deverá prejudicar suas performances. O COI - Comitê Olímpico Internacional está ciente desse grave problema. Pequim está situada numa bacia onde a fumaça de fábricas e construções, além da tempestade do deserto, pairam sobre a cidade durante dias. Há anos as autoridades vêm tentando resolver o problema. US$ 16 bilhões, ( R$ 30 bilhões ), foram gastos. Árvores plantadas, remanejamento do tráfego, deslocamento dos piores poluidores para fora dos seus limites e até a indução de chuva foram algumas das iniciativas do Governo. As últimas medições comprovam que a quantidade de fumaça e partículas de poeira no ar excede de 3 a 12 vezes o máximo considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde. A preocupação é tão grande que o COI já disse que alguns eventos podem ser reprogramados se a qualidade do ar não atender aos padrões.