Opinião
Quinta-Feira, 31 de Janeiro 2008 - 22h54 Carnaval logo no começo de fevereiro é bom por dois motivos: primeiro, acaba logo com o maior dos pretextos nacionais, de que tudo só se resolve depois da festa; segundo, acaba com a tensão que se instala, com boa parte dos brasileiros focada no desiderato de “brincar, ou não, o Carnaval”.
Setores importantes, principalmente o do Turismo, ficam na dependência da venda de pacotes; turistas se encaminham para as capitais do Nordeste, atrás do trio elétrico. E para os que não suportam barulho, inflacionam-se os retiros informais e voluntários, com o aluguel de chácaras, fazendas e a ida para pousadas nas montanhas, ou lugares do gênero. O fato é que Carnaval significa, além de movimentação financeira, movimentação nas estradas. E grande. Prevê-se um aumento de até 40% do fluxo de veículos na Via Anhangüera. E os policiais rodoviários, de prontidão, já alertam: com tanto carro na estrada, e a previsão meteorológica de que esse Carnaval será chuvoso, é preciso tomar muito cuidado.
Se os acidentes de trânsito estão em alta na cidade, perigo maior se corre ao dirigir no calor de uma festa movida a muito álcool. Um delírio em que se estimula a libido e a inconseqüência. E que, por isso mesmo, provoca, além de mais acidentes, o aumento de até 30% no contágio por doenças sexualmente transmissíveis. É preciso usar preservativo, em todos os sentidos. No caso das estradas, preservar vidas é responsabilidade de todos os que se dispuserem a dirigir no feriado.
Só assim o Carnaval, além de deixar de ser um pretexto nacional, vai se manter como um período mais tranqüilo e feliz para todos.