Jornal A CIDADE

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Hamilton de Andrade Lemos

Sexta-Feira, 1 de Fevereiro 2008 - 22h30

Operação Farofa 2008


Todo ano é a mesma história. Tudo bem, eu sei que começar um texto com esta frase é lugar comum, mas a discussão sobre os buracos nas ruas da cidade ganha de longe neste quesito.
Chega janeiro, chove aos cântaros, a água forma pocinhas em irregularidades do asfalto e os carros terminam o serviço, abrindo buracos. Alguns mudam de classificação e vão para a categoria das crateras.
Malgrado a participação dos carros, afinal imagino que as ruas são feitas para eles, parece que o problema reside na qualidade da pavimentação.
Em países onde a administração pública respeita o contribuinte, as ruas são feitas para durar, no mínimo, vinte anos. E inteiras!
Mas aí a mídia cai matando. Justo, já que fazer valer os interesses da comunidade é um dos valores da imprensa.
Ato contínuo e imediato, a administração municipal se apavora para tapar a boca da população e instala aquilo que chamo de Operação Farofa.
Esta ação mercadológica, digo, governamental, consiste em distribuir caminhões e operários pelas ruas da cidade, jogando uma mistura vagabunda de brita e asfalto sobre os buracos que encontram pelo caminho.
A compactação da matéria fica a cargo dos carros que vêm atrás (sempre eles), fazendo com que boa parte da porcaria seja espalhada, quando não gruda na lataria dos veículos.
Até que as próximas chuvas retomem o processo e assim por diante.
E este é só mais um assunto a ser observado neste ano eleitoral, quando decidiremos com qual qualidade de candidato preencheremos o vazio dos cargos municipais. É o único jeito de pavimentar o problema!

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