Opinião
Segunda-Feira, 4 de Fevereiro 2008 - 21h56 O Carnaval 2008 dá esperanças de que os próximos desfiles de rua em Ribeirão Preto possam ser melhores. A Embaixadores, com justiça, conquistou o título. Quem viu, gostou da performance da escola, uma das mais tradicionais da região.
Mas independente do resultado, que é sempre uma situação pontual, há itens que precisam ser melhor trabalhados. Por exemplo, o cumprimento do horário. Muita gente chegou em casa às cinco ou seis da manhã de segunda-feira, porque o desfile só acabou às quatro. Teria, necessariamente, que ter começado mais cedo, para não terminar tão tarde. Faltou pontualidade.
Mas importante, também, é que agora se cumpram, já a partir da quaresma, todas as sugestões e propostas para que o nosso carnaval de rua possa, enfim, ganhar tônus e bônus de Carnaval com cê maiúsculo.
Para isso, temos que criar oficinas de desenvolvimento de compositores, cenógrafos, figurinistas, passistas, músicos, cantores, criadores, artistas plásticos. Gente que faz o Carnaval maior e deixa a festa mais bonita, desenvolvendo enredos com qualidade técnica e artística. Precisamos de galpões fixos para incrementar essa carpintaria sempre volumosa.
É preciso encarar de frente: samba tem que ter raiz, não se aprende na escola. Aqui na região, temos maior afinidade com a dita música caipira, aquela, feita com a viola. Estudiosos dizem que, em alguns momentos, Interior e litoral se fundem, para a simbiose das duas tendências, juntando o batuque ao lamento dos cateretês das folias de Reis. Mas a pesquisa cabe aos acadêmicos. Ao povo, cabe a missão de realizar melhores Carnavais. Com apoio, é claro.