Opinião
Terça-Feira, 5 de Fevereiro 2008 - 16h7 A Campanha da Fraternidade traz à tona o tema que fala muito de perto aos cristãos e também aos humanistas. A defesa da vida.
É um tema vastíssimo, que não pode, jamais, ficar restrito ao arbítrio das paixões de grupos sectários. Não se trata só de fazer frente à corrente favorável ao aborto.
Defender a vida é entender a força com que se impõe o mais básico dos instintos: o da preservação da espécie. E também se inclui nisso, é claro, a preservação do planeta. Defender a vida, é, ainda, dividir o pão com os que têm fome. Dar de beber a quem tem sede. Consolar os aflitos, perseguidos e excluídos.
E mais: é promover, a cada dia, o exercício que gera o grande movimento convergente, em prol do Amor ao próximo. E, claro, quem ama, não mata. Quem ama, não explora. Não prejudica, não mente, não agride.
Quem ama, perdoa e se torna um agente multiplicador da Paz. Quem ama não explode bombas. Quem ama não se mutila. Quem ama não é violento. Quem ama gera mais amor, num abençoado círculo vicioso que ilumina todas as instituições, sejam elas religiosas ou laicas.
Nada mais cristalinamente cristão, lógico e de ótimo senso.
Que a Igreja, desfraldando essa bandeira para defender a Vida, seja também uma multiplicadora de luz e de paz.
Que as vidas preservadas possam fazer valer os valores mais verdadeiros. E que, enfim, cada cidadão, cada comunidade, cada cidade, cada país, integre essa corrente, que, para valer a pena, precisa ser universal. Sem esquecer que a chama, que move essa roda viva, só se acende com a semente divina no coração dos homens.