Vicente Golfeto
Terça-Feira, 5 de Fevereiro 2008 - 16h7 São duas as principais revoluções que se nota, no âmbito econômico, nos dias de hoje. Uma externa, no campo do consumo, feita pela China. Aliás, para sermos preciso, que está sendo feita pela China. Este país conseguiu elevar o preço das commodities, nome atual do que antes se denominava de matéria prima. Ao mesmo tempo, fez cair o preço dos produtos industrializados. O que se viu no mercado internacional, ocorre nos mercados locais.
A outra é interna – em diversos países, inclusive no Brasil – mas o artífice é o consumidor. O terminal da revolução de duas faces – ou, que atua em duas pistas – é o varejo.
No varejo nota-se o preço a menor dos produtos industrializados da China – os tais de made in China – que tanto têm atuado no combate à inflação, ao aumento de preços, inclusive no Brasil. É o rosto interno.
Mas o consumidor – como coadjutor – também faz a revolução de varejo. O mundo encolheu – globalização é apenas e tão somente a vitória do tempo sobre o espaço – com tanta tecnologia e as novas mídias.
Com a internet – talvez a mídia mais popular nos dias de hoje – os consumidores recebem novas informações em velocidade altíssima.
Esta velocidade – que tem o consumidor – impõe que o varejo esteja cada vez mais focado no cliente.
Um desajuste de informação, uma assimetria – que faz o consumidor preferir uma loja a outra – pode anular uma fidelidade antiga. Primeiro porque já se sabe que não há fidelidade alguma que resista um preço menor de um centavo, diz a sabedoria popular. E segundo porque quem tem informação tem poder. O consumidor sabe que ele mesmo precisa ter uma estratégia de compra. E, também para ele, não existe decisão estratégica correta com informação incorreta. Ou atrasada.
Varejo sempre foi detalhe. Atualmente, além da informalidade – que quebra a isonomia da concorrência – ainda pode haver o diferencial da informação mais rápida.