Márcio Bernardes
Terça-Feira, 5 de Fevereiro 2008 - 16h38 (São Paulo)- No dia 29 de novembro de 2008 o Corinthians terá jogado a sua última partida do ano pela Série B contra o América em Natal.
A delegação volta para São Paulo no avião exclusivo fretado pela diretoria. O Timão completava no Rio Grande do Norte sua 13ª partida fora do estado de São Paulo. O departamento de marketing visando gastar menos e oferecer mais conforto para a delegação, fez um acordo-permuta com uma agência de viagens que providenciou os vôos exclusivos.
Muitas vezes na prática a teoria é outra. A diretoria não imaginava que ao preencher os lugares vagos do avião com torcedores que compraram suas passagens estaria também colocando em risco a integridade física dos seus jogadores.
Aliás, depois da partida contra o Grêmio em dezembro de 2007, no vôo entre Porto Alegre e São Paulo, muitos jogadores foram perigosamente ameaçados por torcedores revoltados com o rebaixamento para a Série B.
O jogo contra o América era a última esperança para que o Corinthians voltasse à Série A. E com uma exibição semelhante ao que se viu neste Campeonato Paulista contra Sertãozinho e Mirassol, vários jogadores, em pleno vôo, brigaram feio com muitos torcedores.
Foi um episódio lamentável que obrigou o comandante do avião a pousar às pressas no aeroporto de Brasília. Um boletim de ocorrência teve de ser lavrado. Não tem jeito! Se o Corinthians quiser imitar grandes equipes da Europa é melhor não fazer permutas, pensar grande e ter o seu próprio avião. Aí seleciona os passageiros que completariam os lugares vagos nas viagens.
Kaká na Olimpíada
Em breve vai começar a campanha ufanista-nacionalista sobre a participação brasileira na Olimpíada de Pequim. O futebol, como sempre, será o ponto alto das discussões.
Dunga, como se sabe, poderá levar três jogadores com idade acima dos 23 anos. O país inteiro espera que Kaká seja um deles.
O jogador teria declarado que quer jogar. Não se sabe o que pensa o Milan. Dunga também não adiantou nada. Especulou-se que os três “veteranos” seriam Kaká, Robinho e Ronaldinho ( Gaúcho ou o Fenômeno). Poderia também ser chamado um goleiro ou Juan. Vai voltar àquela velha história: o Brasil, pentacampeão mundial em Copas do Mundo e com tantas conquistas na sua história, não tem apenas um troféu ou medalha importante; no futebol Olímpico.
Viveremos de novo o nefasto “Pra frente Brasil!” E será criado um clima que redobrará a responsabilidade dos jogadores. Mais ainda sobre os mais experientes. E o feitiço pode se virar contra o feiticeiro.