Jornal A CIDADE

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Júlio Chiavenato

Quarta-Feira, 6 de Fevereiro 2008 - 22h45

Tática da Inês morta-2


Um leitor, um tanto irritado (com razão) lembrou-me que não apenas os prefeitos são responsáveis pela degradação dos galpões da avenida Bandeirantes, onde se comemorou o centenário de Ribeirão. Também cobra dos vereadores a responsabilidade pelo estado em que os galpões se encontram e o risco deles serem “doados” à iniciativa privada.
Entre os vereadores, talvez um se preocupe com o patrimônio municipal. Um vereador poderia se informar qual o tamanho real daquela área. E se ela já foi “grilada” parcialmente. Se existem empresas ou particulares instalados no local. Se houver, como o conseguiram? Quando? Há contratos, escrituras, concessões, permissões ou algo do gênero? Tudo foi feito de forma clara e legal? Qual o valor de mercado da área, se é que ela pode ser negociada?
Essas questões, de um leitor que pede para não ser identificado, junto ao que escrevi em Tática da Inês morta, podem ser facilmente respondidas pelos vereadores.
Eles têm assessoria e acesso fácil aos departamentos competentes da Prefeitura e, sobretudo, foram eleitos para fiscalizar o Executivo.
Estão desacostumados, mas quem sabe um deles resolva cumprir sua obrigação. Se a Câmara Municipal se omitir, ainda resta o Ministério Público.
Como se sabe e A Cidade noticiou há uma semana, empresários do transporte rodoviário reivindicam aquela área para transformá-la em terminal de carga.
E como tem sido amplamente noticiado nos últimos anos, os galpões deterioram-se e foram depredados, até que hoje só lhes restam as paredes.
Mas ainda é uma área estratégica, que pode se transformar em centro administrativo, escolas ou hospitais. Não deve ser “desperdiçada” em “soluções” que são um problema.

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