Opinião
Quarta-Feira, 6 de Fevereiro 2008 - 22h46 O alto índice de acidentes no Carnaval 2008 serve de alerta para autoridades e motoristas.
Está mais do que na hora de se repensar as leis do trânsito e cravar normas mais rigorosas para condutores imprudentes ou sem condições de dirigir. E isso não diz respeito apenas à embriaguez ou circunstâncias pontuais que prejudiquem a performance na cidade e na estrada. Parece muito claro que nem sempre a Carteira Nacional de Habilitação está em boas mãos. Há muita gente habilitada que não consegue fazer uma balisa ou tomar decisões que exijam reflexos rápidos sob pressão.
Há que se questionar, e muito, se estamos preparando bem os nossos motoristas. Sabe-se que os exames nem sempre aferem com fidelidade a capacidade de decidir ou a habilidade que se deve ter para dirigir sob condições adversas.
Deveria, sim, haver muito mais rigor para considerar um motorista em condições de enfrentar o trânsito brasileiro.
Além disso, a penalização para infrações ainda é branda.
E nossa frota de veículos, sem dúvida, melhorou muito, mas ainda existem muitos carros sem a menor condição de transitar nas rodovias. Sem falar nos caminhões com luzes traseiras apagadas. Ou em em trechos mal sinalizados. Porém, o mais importante é que se crie no motorista uma noção de respeito à vida tão imperativo e tão forte, que uma vez introjetado, não seja jamais desrespeitado. E isso começa em casa, na infância. É um trabalho lento de conscientização horizontalizada, para que surta efeitos. Ou continuaremos a bater nossos piores recordes.