Márcio Bernardes
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro 2008 - 23h31 (São Paulo) - A revista Show de Bola, recentemente lançada, fez uma pesquisa interessante. Dois grupos importantes e respeitados foram abordados: ex-jogadores e jornalistas esportivos.
A intenção era descobrir quem é o melhor técnico de São Paulo. Para os veteranos deu Luxemburgo. Para o pessoal da imprensa ganhou Muricy.
São dois técnicos vencedores, famosos, campeões, com personalidades convergentes e divergentes. O palmeirense e o são-paulino entendem muito de futebol. E são apaixonados por treinamentos táticos e técnicos. Com isso conseguem extrair o máximo de seus jogadores.
Ambos são rabugentos e às vezes donos da verdade. Não têm a mínima diplomacia numa saia-justa. Vanderlei é extremamente vaidoso, aspecto que não fascina Muricy.
A conclusão que se chega é que tanto o São Paulo quanto o Palmeiras estão muito bem servidos na função. E é possível completar afirmando que neste momento não há ninguém melhor do que eles para ocupar lugares tão cobiçados.
Seleção na Irlanda
Mesmo com uma vitória convincente e que poderia ter placar mais amplo, ninguém entendeu as razões de Dunga levar 10 jogadores com idade olímpica e praticamente não aproveitá-los.
O time que vai defender o Brasil em Pequim terá pouco tempo para treinamentos. E ainda nem se sabe exatamente qual será a reação dos clubes europeus com as convocações do treinador.
Contra a fraca Irlanda surgiu uma oportunidade de ouro para observar os meninos que vão lutar pela inédita medalha de ouro olímpico. E Dunga não aproveitou.
Interior adora receber os grandes
Os grandes clubes somente mandam seus jogos no interior quando há um impedimento de jogarem na capital e na Vila Belmiro. Eles fingem que não sabem a força que tem o riquíssimo interior paulista.
Como as equipes locais normalmente estão cambaleantes, resta ao interiorano torcer pelo clube-paixão da capital. E quando Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos jogam nas médias e grandes cidades, as rendas são muito boas. No mínimo melhor do que arrecadariam em seus estádios. Os vários exemplos deste Paulistão comprovam essa tese. O Corinthians jogou contra o Sertãozinho e levou 26 mil torcedores ao Santa Cruz.
O Palmeiras pegou o Ituano em Piracicaba e atraiu 13 mil espectadores. Em Rio Preto contra o Guaratinguetá, o Palmeiras levou ao estádio quase 15 mil torcedores.
Além dos jogos poderia ser feito um trabalho de marketing e afinidade com a população local.