Júlio Chiavenato
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro 2008 - 23h38 Obama, Hillary ou McCain? A colônia está ansiosa para saber quem empunhará o chicote. Jornalistas especulam se para nós, da Banana Republic, será melhor um democrata ou um republicano? Não é preciso conhecer muito os Iunaiti Esteitis para saber que para o resto do mundo, tanto faz.
Tanto faz para iraquianos, iranianos e árabes em geral, quem joga as bombas. As bombas matam e esparramam o sangue que se transforma em sentimentos de ódio e vingança. Nenhum presidente democrata ou republicano tornará a coisa pior ou melhor. Eles obedecem: o governo do mundo está nas mãos das transnacionais e, no caso mais agudo – que determina a morte de milhões de pessoas – das empresas de petróleo, da indústria bélica e seus financiadores.
No caso brasileiro, não tão grave ainda, quem manda é o capital financeiro, que não tem pátria, mas vassalos instalados em todo escaninho do poder. Os EUA podem eleger um presidente branco, preto ou amarelo, de qualquer sexo dos vários disponíveis, e nada mudará o conteúdo da dominação.
De Roosevelt a Eisenhower, de Nixon a Reagan e aos Bush, todos foram senhores da guerra. Fria e quente. Todos patrocinaram conspirações para derrubar governos eleitos democraticamente, da pequenina Granada (que nem está nos mapas escolares) até o grandão Brasil – cuja Amazônia eles cobiçam e acham que, “por justiça”, devia ser deles.
O discurso muda, o marketing promove um ou outro de forma específica. Kennedy, que se associou à Máfia para matar Fidel Castro, aparece com aura romântica. Reagan, como reorganizador da economia. O mentiroso Bush, como inimigo do terrorismo.
No fundo todos são iguais à submissão ou impotência diante de quem manda: as transnacionais.