Opinião
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro 2008 - 23h39 Presos de todas as penitenciárias do Estado que se assinam com o nome coletivo de “População Carcerária” aguardam até 15 de fevereiro uma resposta das autoridades às muitas perguntas que fazem em documento enviado a diretores de presídios, à Secretaria de Assistência Penitenciária e também à OAB - Ordem dos Advogados do Brasil.
Questionam, entre outras coisas, o chamado “regime especial”, que reduz o horário de visitas e de banho de sol para presos trancafiados em segurança máxima. O manuscrito, grafado em letra boa e regular e com alguns erros de concordância, elenca com visível potencial de informação, possíveis distorções ocorridas nessas penitenciárias. Entre elas, a de presos que estariam há mais tempo do que o permitido no regime de exceção - que deveria durar só um ano. Outros não teriam direito a sol.
O que os presos demonstram, de dentro das penitenciárias, é que estão articulados. E organizados. E que, portanto, podem, a qualquer momento, deflagrar movimentos que não seriam interessantes para ninguém.
Se a sociedade civil não se organizar para fazer frente a essa possibilidade, o estado de Direito estará seriamente ameaçado. A defesa dos direitos humanos será sempre uma bandeira a ser hasteada. Porém a palavra de ordem deve ser também bom senso. Legalidade acima de tudo.
Ninguém se esquece dos traumáticos episódios, de uma ‘guerra civil branca’, quando ônibus foram queimados sob a égide de organizações criminosas clandestinas. É preciso, pois, que se dêem respostas satisfatórias. E a tempo. A postura de avestruz, agora, seria desastrosa.